CONSIDERAÇÕES ÉTICAS NO TRANSPLANTE HEPÁTICO COM DOADOR VIVO
DOI:
https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.8.14Palavras-chave:
Ética, doador vivo, transplante hepáticoResumo
O transplante hepático inter-vivo (THIV) estabeleceu-se no Brasil, à semelhança com o que ocorre em diversos paises, como alternativa para suprir a escassez de órgãos cadavéricos no decorrer dos anos. Com o aprimoramento técnico das equipes de transplante, os pacientes alcançam têm melhores resultados, o que motiva a população a optar, se possível pelo THIV. Embora nenhuma morte de doador vivo de fígado tenha sido oficialmente notificada no Brasil, o risco de tal complicação não é desprezível deve ser abordado durante e na decisão do potencial doador. Apesar do risco do doador ser considerado baixo, a doação de órgão com doador vivo deveria ser um ato absolutamente voluntário, com consentimento baseado nas informações dadas de forma imparcial e só escolhido quando a opção para obter um enxerto de cadáver seja praticamente nula. Embora o processo doença-transplante-doação envolva uma interação complexa da dinâmica psicossocial e familiar, a percepção do potencial doador necessariamente dependerá da explicação recebida do cirurgião. A ética da prática do THIV assenta-se principalmente na equipe transplantadora.
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