O resgate do vínculo mãe bebê em casos de maus-tratos
histórias de uma enfermaria de queimados
DOI:
https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.8.15Palavras-chave:
Maus-tratos, função materna, relação mãe-bebê, transgeracionalidadeResumo
Este artigo dedica-se a refletir sobre maus-tratos e a vinculação entre a mãe e seu bebê, sendo importante destacar que umas das principais conseqüências da má formação desse vínculo são os maus-tratos. O artigo propõe uma discussão teórico/prática relacionando os aspectos teóricos levantados à experiência clínica de dois anos de Residência Profissional de Psicologia na Enfermaria de Queimados, dentro do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre. A discussão tem como objetivo apresentar, através dos casos clínicos, a forma como as mães atendidas conseguem se relacionar com os seus filhos, pensando-se que, na maioria das vezes, as mesmas encontram-se incapacitadas de desempenhar uma “função materna suficientemente boa” (Winnicott, 2000). Um dos fatores que contribui para que isso aconteça é observado durante os atendimentos psicológicos na história pregressa da mãe: doença mental devido a maus-tratos no passado. Diante desse quadro, elabora-se uma proposta que tem como objetivo promover a saúde e/ou prevenir a doença, tanto do bebê quanto da mãe, iniciando o diagnóstico e o acompanhamento psicológico (ou psiquiátrico) o mais breve possível, para seguir com este após a internação e durante o desenvolvimento da criança.
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