O HOSPITAL, O SUJEITO, A PSICANÁLISE
Questões desenvolvidas a partir de uma experiência de dezoito anos no NESA/UERJ
DOI:
https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.11.194Palavras-chave:
NESA/UERJ, saúde mental e psicanálise, sujeito e hospital, relação médico-pacienteResumo
Iniciando com o exame da experiência de construção de um dos setores de Saúde Mental no Hospital Universitário Pedro Ernesto, identifico a inserção da psicanálise nessa construção em três tempos: o instante de ver, o tempo de compreender e o momento de concluir. Isso me leva ao axioma de que a psicanálise não só tem uma grande contribuição a dar para fazer valer um lugar específico no hospital, como também precisa instrumentalizar-se, cada vez mais, para poder sustentar tal contribuição. Parto da hipótese de que ela se instrumentaliza quando se sustenta em um aprofundamento teórico cada vez maior, única forma de fazer frente à fragmentação do sujeito baseada na idéia de um indivíduo cerebral, idéia que foraclui aquele, colocando em cheque tudo o que já foi possível pensar quanto à relação médico-paciente.
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