“Narcisismo Materno: quando meu bebê não vai para casa...”

Autores

  • Ana Paula Marson Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná

DOI:

https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.11.195

Palavras-chave:

narcisismo, maternidade, psicanálise

Resumo

A autora tece reflexões sobre a gestação prematura, a qual instala uma crise na relação da mulher com a sua identidade, com a maternidade e com o tornar-se mãe. A ruptura do encontro com o filho idealizado e a surpresa do encontro com o filho real, que a impossibilita de ser mãe, faz cair por terra os sonhos, as idealizações, gerando uma ruptura na rotina de vida da mãe, e na rotina do bebê, que vem ao mundo com aparência frágil e pequena. A gestação e a passagem do bebê imaginado para o bebê real tendem a ser interrompidos por uma realidade em que o bebê idealizado da gestação não corresponde em nada ao bebê da incubadora. Assim, seu narcisismo é profundamente ferido. Deu a luz a um bebê incompleto ou doente, não podendo contar com a festa social do nascimento, as felicitações dos familiares e amigos. O reconhecimento social da maternidade não lhe pertence. A mãe tem que elaborar neste momento sentimentos de dor, angústia, tristeza, que despertam ou reativam vivências de castigo e perseguição, determinando uma regressão afetiva tanto na libido objetal como narcísica. Essas reflexões nos tornam úteis, ao ponto de darmos um espaço de escuta para essa mãe poder ressignificar os sentimentos gerados pela situação, significando esse momento da díade mãe/bebê.

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Biografia do Autor

Ana Paula Marson, Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná

Psicóloga do Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná.

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Publicado

01-11-2008

Como Citar

Marson, A. P. (2008). “Narcisismo Materno: quando meu bebê não vai para casa.”. Revista Da Sociedade Brasileira De Psicologia Hospitalar, 11(1), 161–169. https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.11.195

Edição

Seção

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