OBESIDADE INFANTIL E PREVENÇÃO DE CARDIOPATIA ISQUÊMICA

CONTRIBUIÇÕES DA INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA EM UM AMBULATÓRIO DE REFERÊNCIA NO SUL DO BRASIL

Autores

  • Renata Lisbôa Machado Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul. Fundação Universitária de Cardiologia
  • Lucia Campos Pellanda Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul. Fundação Universitária de Cardiologia
  • Evelyn R. S. Vigueras Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul. Fundação Universitária de Cardiologia
  • Patricia Pereira Ruschel Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul. Fundação Universitária de Cardiologia

DOI:

https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.8.20

Palavras-chave:

prevenção, cardiopatia isquêmica, intervenção psicológica, obesidade infantil

Resumo

A Cardiopatia Isquêmica é tradicionalmente considerada uma doença de adultos, resultado de uma combinação de fatores genéticos e ambientais. Porém, este processo começa muito cedo, o que foi demonstrado inicialmente em estudos nos quais se observou o início da formação de lesões ateroscleróticas em autópsias de crianças e adultos jovens. O objetivo do presente estudo consiste em descrever as contribuições da intervenção psicológica no tratamento e prevenção dos fatores de risco da cardiopatia isquêmica na infância, destacando-se a obesidade infantil como um desses fatores. Os atendimentos psicológicos acontecem individualmente e os pacientes são acompanhados por suas mães na primeira consulta. Os resultados mais importantes podem ser visualizados na melhor capacidade de expressão do pensamento autônomo dos pacientes, de nomeação de percepções, crenças e valores e da produção criativa de novas experiências e da busca pelo fortalecimento da auto-estima. Conclui-se que para prevenir e tratar os fatores de risco é fundamental tratar as famílias e criar estratégias que as incluam.

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Biografia do Autor

Renata Lisbôa Machado, Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul. Fundação Universitária de Cardiologia

Psicóloga Residente do segundo ano do Programa de Residência Integrada em Saúde: Cardiologia, do Instituto de Cardiologia do RS/FUC.

Lucia Campos Pellanda, Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul. Fundação Universitária de Cardiologia

Cardiologista Pediátrica do IC-FUC. Responsável pelo Grupo de Cardiologia Pediátrica Preventiva. Doutora em Cardiologia. Professora da FFFCMPA.

Evelyn R. S. Vigueras, Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul. Fundação Universitária de Cardiologia

Psicóloga do Serviço de Psicologia Clínica do IC/FUC. Mestre em Ciências da Saúde pela PUCRS. Responsável pela área da psicologia no Grupo de Cardiologia Pediátrica Preventiva.

Patricia Pereira Ruschel, Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul. Fundação Universitária de Cardiologia

Chefe do Serviço de Psicologia Clínica do IC/FUC. Mestre em Psicologia Clínica pela PUCRS. Coordenadora da área de Psicologia na Residência Integrada em Saúde: Cardiologia do IC/FUC.

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Publicado

03-07-2005

Como Citar

Machado, R. L., Pellanda, L. C., Vigueras, E. R. S., & Ruschel, P. P. (2005). OBESIDADE INFANTIL E PREVENÇÃO DE CARDIOPATIA ISQUÊMICA: CONTRIBUIÇÕES DA INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA EM UM AMBULATÓRIO DE REFERÊNCIA NO SUL DO BRASIL. Revista Da Sociedade Brasileira De Psicologia Hospitalar, 8(2), 25–49. https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.8.20

Edição

Seção

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