Revivendo perdas

um estudo com pacientes hospitalizados em uma unidade de internação

Autores

  • Gabriela Santos Florisbal Universidade do Vale do Rio dos Sinos
  • Tagma Marina Schneider Donelli Universidade do Vale do Rio dos Sinos

DOI:

https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.20.232

Palavras-chave:

processo de luto, hospitalização, revivência de perdas

Resumo

O presente estudo teve como objetivo compreender a vivência hospitalar de pacientes internados em um hospital geral da região de Porto Alegre/RS, e que já houvessem vivenciado uma perda afetiva devido à morte de um parente. Foram entrevistados cinco pacientes que estavam hospitalizados na unidade de internação, no ano de 2015.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Gabriela Santos Florisbal, Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Psicóloga Residente do Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul – Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS –

Tagma Marina Schneider Donelli, Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Psicóloga, especialista em Psicologia Hospitalar, mestre em Psicologia do Desenvolvimento, doutora em Psicologia. Professora e pesquisadora do Programa de Pós-graduação em Psicologia Clínica da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS –

Referências

Amaral, J. R., & Marques, C. S. (2011) Luto e melancolia: o que se perde ao adoecer? Revista Mineira de Ciências da Saúde, 3, 70-87. Recuperado em 28 de julho, 2015, de http://revistasaude.unipam.edu.br/edicao-n.-3/-out.- 2011

Angerami-Camon, V. A. (1984) Sobre a atuação do psicólogo no contexto hospitalar. In V. A. Angerami-Camon (Org.), Psicologia hospitalar: a atuação do psicólogo no contexto hospitalar (PP. 11-14). São Paulo: Traço.

Angerami-Camon, V. A. (1988) Elementos institucionais básicos para a implantação do serviço de psicologia no hospital. In V. A. Angerami-Camon (Org.), A psicologia no hospital (PP. 11-39). São Paulo: Traço.

Avellar, L. Z. (2011) Atuação do psicólogo nos hospitais da Grande Vitória/ES: uma descrição. Psicologia em Estudo, 16(3), 491-499. Recuperado em 29 de junho, 2015, de http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S141373722011000300016&lng=en&nrm=iso DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-73722011000300016

Bardin, L. (2011). Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70.

Botega, N. J. (2012) Reação à doença e à hospitalização. In N. J. Botega(Org.), Prática psiquiátrica no hospital geral: interconsulta e emergência (PP.46-61). Porto Alegre: Artmed.

Bowlby, J. (1998). Apego e perda: tristeza e depressão. São Paulo: Martins Fontes. (Trabalho original publicado em 1973)Brasil. (2004) Glossário do Ministério da Saúde: projeto de terminologia em saúde. Brasília: Ministério da Saúde. Recuperado em 28 de julho, 2015, de http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/glossario_ms.pdf

Bromberg, M. H. P. F. (1996) Luto: a morte do outro em si. In M. H. P. F.

Bromberg, M. J. Kovács, M. M. M. J. de Carvalho, & V. A. Carvalho (Orgs.), Vida e morte: laços da existência. (PP. 99-121). São Paulo: Casa do Psicólogo.

Chibante, C. L. P., Santo, F. H. E., & Oliveira, A. C. de. (2015) As reações do familiar acompanhante de idosos hospitalizados frente às situações de estresse. Revista de Pesquisa Cuidado é Fundamental Online, 7(3), 2961-2973. Recuperado em 24 de abril, 2016, de http://www.seer.unirio.br/index.php/cuidadofundamental/article/view/3899/pdf_1657

Conselho Nacional De Saúde. Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012. Recuperado em 28 de julho, 2015, de http://conselho.saude.gov.br/resolucoes/2012/Reso466.pdf

Delalibera, M., Coelho, A., & Barbosa, A. (2011) Validação do instrumento de avaliação do luto prolongado para a população portuguesa. Acta Médica Portuguesa, 24(6), 935-942. Recuperado em 21 de março, 2015, de http://www.actamedicaportuguesa.com/revista/index.phpamp/article/view/1422/1011 DOI: https://doi.org/10.20344/amp.1422

Durão, N. G. (2015) Psicossomática: o sujeito, sua relação com o corpo e o adoecer. In L. C. Santos, E. M. F. Miranda, & E. L. Nogueira. Psicologia, saúde e hospital: contribuições para a prática profissional. (pp. 115-125). Belo Horizonte: Artesã.

Eksterman, A. (2010) Psicossomática: o diálogo entre a psicanálise e a medicina. In J. de Mello-Filho et al. Psicossomática hoje. (pp. 93-105). Porto Alegre: Artmed.

Franco, M. H. P., & Polido, K. K. (2014) Atendimento psicoterapêutico no luto. São Paulo: Zagodoni.

Freud, S. (2011). Luto e melancolia. São Paulo: Cosac Naify. (Trabalho original publicado em 1917)

Gazotti, T. C.; & Prebianchi, H. B. (2014) Caracterização da interconsulta psicológica em um hospital. Revista Psicologia: Teoria e Prática, 1(16), 18-30. Recuperado em 30 de outubro, 2015, dehttp://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-36872014000100002&lng=pt&nrm=iso DOI: https://doi.org/10.15348/1980-6906/psicologia.v16n1p18-30

Goidanich, M., & Guzzo, F. (2012) Concepções de vida e sentimentos vivenciados por pacientes frente ao processo de hospitalização: o pacientecirúrgico. Revista da Sociedade Brasileira de Psicologia Hospitalar, 15(1), 232-248. Recuperado em 29 de junho, 2015, de http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-08582012000100013&lng=pt&nrm=iso

Kóvacs, M. J. (1992). Morte, separação, perdas e o processo de luto. In M. J. Kovács, Morte e desenvolvimento humano (pp. 149-164). São Paulo: Casa do Psicólogo.

Kübler-Ross, E. (2008). Sobre a morte e o morrer: o que os doentes terminais têm para ensinar a médicos, enfermeiras, religiosos e aos seus próprios parentes. São Paulo: WMF Martins Fontes. (Trabalho original publicado em 1981)

Laville, C., & Dionne, J. (1999) A construção do saber: manual de metodologia da pesquisa em ciências humanas. Porto Alegre: Artmed & Belo Horizonte: Editora UFMG.

Lenardt, M. H., Hammerschmidt, K. S. de A., Pívaro, A. B. R., & Borghi, A. C. S. (2007) Os idosos e os constrangimentos nos eventos da internação cirúrgica. Texto e Contexto Enfermagem, 16(4), 737-745. Recuperado em 6 de setembro, 2015, de http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010407072007000400019&lng=pt&nrm=iso DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-07072007000400019

Marchiori, E., Pozes, A. S., Souza Junior, A. S., Escuissato, D. L., Irion, K. L.,Araujo Neto, C., Barillo, J. L., Souza, C. A., & Zanetti, G. (2008) Alterações difusas da traqueia: aspectos na tomografia computadorizada. Jornal Brasileiro de Pneumologia, 34(1), 47-54. Recuperado em 20 de outubro, 2015, de http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S180637132008000100009&lng=pt&nrm=iso DOI: https://doi.org/10.1590/S1806-37132008000100009

Martins, J. J., Schneider, D. G., Bunn, K. R., Goulart, C. A., Silva, R. M., Gama, F. O., & Albuquerque, G. L. (2008). A percepção da equipe de saúde e do idoso hospitalizado em relação ao cuidado humanizado. Arquivos Catarinenses de Medicina, 37(1), 30-37. Recuperado em 24 de abril, 2016, de http://www.acm.org.br/revista/pdf/artigos/532.pdf

Minatti, S. P. (2012) O psicanalista no tratamento da dor. Revista Latino-americana de Psicopatologia Fundamental, 15(4), 825-837 , dez. 2012. Recuperado em 29 de junho, 2015, de http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S141547142012000400006&lng=en&nrm=iso DOI: https://doi.org/10.1590/S1415-47142012000400006

Oliveira, W. L., & Rodrigues, A. L. (2014). Sobre a prática psicanalítica em enfermarias hospitalares. Estudos de Psicanálise, 41, 157-166. Recuperado em 29 de junho, 2015, de http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010034372014000100016&lng=pt&nrm=iso

Parkes, C. M. (1998). Luto: estudos sobre a perda na vida adulta. São Paulo: Summus.

Parkes, C. M. (2009). Amor e perda: as raízes do luto e suas complicações. São Paulo: Summus.

Pascoal, M. (2012). Trabalho em grupo com enlutados. Psicologia em Estudo,17(4), 725-729. Recuperado em 28 de julho, 2015, de http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S141373722012000400019&lng=en&nrm=iso DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-73722012000400019

Peralva, E. L. M. (2008). O confronto com a finitude na clínica hospitalar: da morte como limite à urgência da vida. Revista Práxis e Formação, 65-72. Recuperado em 22 de março, 2015, de http://www.praxiseformacao.uerj.br/revistaXI/artigos/a0607ar11.html

Perestrello, D. (1987). A psicanálise e as doenças somáticas. In D. Perestrello, Trabalhos escolhidos: psicologia médica, psicossomática, Psicanálise. (pp.35-46). Rio de Janeiro: Livraria Atheneu.

Santos, N. C. A., Slonczewski, T., Prebianchi, H. B., Oliveira, A. G., & Cardoso,C. S. (2011). Interconsulta psicológica: demanda e assistência em hospital geral. Psicologia em Estudo, 16(2), 325-334. Recuperado em 29 de junho, 2015, de http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S141373722011000200016&lng=en&nrm=iso DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-73722011000200016

Silva, H. S., Zemuner, M. N., Rodrigues, P. H. S., Andrade, T. B., Martiniano, V., & Falcão, D. V. S. (2012). As representações da morte e do luto no ciclo vital. Revista Temática Kairós Gerontologia, 15(4), 185-206. Recuperado em 14 de setembro, 2015, de http://revistas.pucsp.br/index.php/kairos/article/viewFile/10100/12634

Simonetti, A. (2004). Introdução. In A. Simonetti, Manual de psicologia hospitalar: o mapa da doença (pp. 13-29). São Paulo: Casa do Psicólogo.

Souza, A. M. de, Moura, D. S. C., & Corrêa, V. A. C. (2009). Implicações do pronto-atendimento psicológico de emergência aos que vivenciam perdas significativas. Revista Psicologia Ciência e Profissão, 29(3), 534-543. Recuperado em 23 de março, 2014, de http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S141498932009000300008&lng=pt&nrm=iso DOI: https://doi.org/10.1590/S1414-98932009000300008

Straub, R. (2014). Introdução à psicologia da saúde. In R. Straub, Psicologia da saúde: uma abordagem biopsicossocial (PP. 2-25). Porto Alegre: Artmed.

Torezan, Z. F., Calheiros, T. C., Mandelli, J. P., & Stumpf, V. M. (2013). A graduação em psicologia prepara para o trabalho no hospital? Psicologia: Ciência e Profissão, 33(1), 132-145. Recuperado em 19 de abril, 2014, dehttp://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S141498932013000100011&lng=en&nrm=iso DOI: https://doi.org/10.1590/S1414-98932013000100011

Vasco, C. C. (2009). Voluntários “Contadores de histórias” no hospital: análise de relatos de vivência de perda. Trabalho de Conclusão do Curso de Especialização. Quatro Estações Instituto de Psicologia, São Paulo. Recuperado em 19 de abril, 2015, de http://www.4estacoes.com/pdf/publicacoes/monografia_camila_carrascoza_vasco.pdf

Walsh, F., & Mcgoldrick, M. (1998). Um tempo para chorar: a morte e o ciclo de vida familiar. In F. Walsh, & M. Mcgoldrick (Orgs.). Morte na família: sobrevivendo às perdas (pp. 56-75). Porto Alegre: Artmed.

Worden, J. W. (2013). Aconselhamento do luto e terapia do luto: um manual para profissionais da saúde mental. São Paulo: Roca.

Zinn, G. R., & Gutierrez, B. A. O. (2008) Processo de envelhecimento e sua relação com a morte: percepção do idoso hospitalizado em uma unidade de cuidados semi-intensivos. Estudos Interdisciplinares sobre o Envelhecimento, 13(1), 79-93. Recuperado em 24 de abril, 2016, de http://www.seer.ufrgs.br/index.php/RevEnvelhecer/article/view/6949/4217 DOI: https://doi.org/10.22456/2316-2171.6949

Downloads

Publicado

01-11-2017

Como Citar

Florisbal, G. S., & Donelli, T. M. S. (2017). Revivendo perdas : um estudo com pacientes hospitalizados em uma unidade de internação. Revista Da Sociedade Brasileira De Psicologia Hospitalar, 20(1), 75–98. https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.20.232

Edição

Seção

Pesquisa original