Caracterização de variáveis envolvidas na atuação analítico-comportamental em contexto de cuidados paliativos
DOI:
https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.25.26Palavras-chave:
cuidados paliativos, análise do comportamento, análise funcionalResumo
INTRODUÇÃO: apesar do avanço tecnológico na área médica, alguns quadros de saúde podem ameaçar a vida, sendo necessário promover e viabilizar práticas do serviço de Cuidados Paliativos. Esse estudo teórico tem como objetivo caracterizar variáveis relacionadas à atuação analítico-comportamental em contexto de Cuidados Paliativos, por meio de: (1) uma análise sobre as contingências históricas que podem interferir na discriminação de saúde e doença, (2) caracterização do processo de análise funcional em Cuidados Paliativos e (3) descrição de possíveis demandas para intervenções analítico-comportamentais em Cuidados Paliativos
MÉTODO: Para tais proposições, foram utilizadas bibliografias das duas áreas: Cuidados Paliativos e Análise do Comportamento, a partir de uma revisão assistemática da literatura. Resultados e Discussão: Foram propostas variáveis referentes ao histórico cultural das práticas em saúde, como as relações entre as condutas médicas e os movimentos sociais, variáveis de estímulo e resposta para análise funcional e de atuação analítico-comportamental em comportamentos que caracterizam conspiração do silêncio, dificuldade de comunicação profissional e luto complicado. A caracterização de variáveis relacionadas à atuação em Cuidados Paliativos cria condições para avaliação das intervenções, demonstrando a importância do profissional no contexto
CONCLUSÃO: Tais reflexões contribuem para aumentar a clareza sobre variáveis específicas do contexto de Cuidados Paliativos
Downloads
Referências
Academia Nacional de Cuidados Paliativos (2018). Panorama dos Cuidados Paliativos no Brasil. Recuperado em 17 de setembro, 2020, de https://paliativo.org.br/wp-content/uploads/2018/10/Panorama-dos-Cuidados-Paliativos-no-Brasil-2018.pdf
Afonso, S. B. C., & Mitre, R. M. D. A. (2013). Notícias difíceis: sentidos atribuídos por familiares de crianças com fibrose cística. Ciência & Saúde Coletiva, 18, 2605-2613. https://doi.org/10.1590/S1413-81232013000900015 DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-81232013000900015
Ahrens, T., Yancey, V., & Kollef, M. (2003). Improving family communications at the end of life: implications for length of stay in the intensive care unit and resource use. (Journal Club Feature). American Journal of Critical Care, 12(4), 317-324. https://doi.org/10.4037/ajcc2003.12.4.317 DOI: https://doi.org/10.4037/ajcc2003.12.4.317
Almeida, R. A. D., & Malagris, L. E. N. (2011). A prática da psicologia da saúde. Revista da SBPH, 14(2), 183-202. Recuperado em 17 de setembro, 2020, de http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-08582011000200012
Amaral, V. L. A. R. (1999). Novos desafios na formação do psicólogo na área da saúde. Em R. R. Kerbauy (Org.), Comportamento e saúde: explorando alternativas (pp.3-9). Santo André: ARBytes.
Arantes, A. C. (2016). A morte é um dia que vale a pena viver. Leya. Rio de Janeiro: Casa da Palavra.
Assumpção, J. B., & Vieira, T. R. (2018). O princípio bioético da autonomia na concretização do direito constitucional à saúde: uma perspectiva a partir do princípio da dignidade da pessoa humana. Revista Ciência & Saberes-UniFacema, 4(1), 1043-1052. Recuperado em 14 de abril de 2022. de http://www.facema.edu.br/ojs/index.php/ReOnFacema/article/view/347
Banaco, R. A., Nico, Y. C., & Kovac, R. (2013). A relação de casal frente aos novos padrões sociais. In C. Zeglio, I. Finotelli Jr, & O. M. Rodrigues Jr (Orgs.), Relações Conjugais: Discutindo alternativas para melhor qualidade de vida (pp. 17-26). São Paulo: Zagodoni.
Baremblitt, G. (2001) (Org.). Manual de orientação do agente multiplicador. Belo Horizonte: PNHAH Regional Centro Oeste.
Botomé, S. P. (1980). Objetivos comportamentais no ensino: a contribuição da Análise Experimental do Comportamento. Tese de doutorado apresentada ao Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. São Paulo: Universidade de São Paulo. Não publicado. Recuperado em 28 de março de 2021, de https://obmbrasil.files.wordpress.com/2013/10/objetivos-comportamentais-no-ensino-a-contribuic3a7c3a3o-da-anc3a1lise-experimetnal-do-comportamento.pdf
Cabral, H. L. T. B., Muniz, M. S. F., & Carvalho, V. B. C. (2015). Distanásia: Lesão à dignidade à beira do leito. CONINTER, 4, 71-83. Recuperado em 17 de setembro, 2020, de http://www.aninter.com.br/Anais%20Coninter%204/GT%2018/06.%20DISTANASIA %20E%20LESAO%20A%20DIGNIDADE%20A%20BEIRA%20DO%20LEITO.pdf
Cherpak, G. L., Hirschfeld, H. P., dos Santos, L. G., Arbex, M. C. F. B. (2019). Guia de Comunicação de Más Notícias. São Paulo: Atheneu.
Conselho Regional de Psicologia - 8ª Edição. (2016). Psicologia Hospitalar: Considerações sobre assistência, ensino, pesquisa e gestão. Tempo de Diálogo e CRP - 08. Recuperado em 28 de março, 2021, de https://crppr.org.br/wp-content/uploads/2019/05/AF_CRP_Caderno_Hospitalar_pdf.pdf
Coriolano-Marinus, M. W. D. L., Queiroga, B. A. M. D., Ruiz-Moreno, L., & Lima, L. S. D. (2014). Comunicação nas práticas em saúde: revisão integrativa da literatura. Saúde e Sociedade, 23, 1356-1369. https://doi.org/10.1590/S0104-12902014000400019 DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-12902014000400019
Crepaldi, M. A., Schmidt, B., Noal, D. D. S., Bolze, S. D. A., & Gabarra, L. M. (2020). Terminalidade, morte e luto na pandemia de COVID-19: demandas psicológicas emergentes e implicações práticas. Estudos de Psicologia (Campinas), 37. https://doi.org/10.1590/1518-8345.4519.3361 DOI: https://doi.org/10.1590/1982-0275202037e200090
de-Farias, A. K. C. R., Fonseca, F. N., Nery, L. B., Valcacer-Coelho, A. E., Coelho, C., Pedroso, R., Fonseca, S. A., Andrade, M., Silva, B. A., Gomes, K. C., Almeida, L. E., Ormond, H., Figueiredo, V., & Sperandio, V. A. (2021). Luto: Uma homenagem a João Claudio Todorov. Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva, 23, 1-16. https://doi.org/10.31505/rbtcc.v23i1.1687 DOI: https://doi.org/10.31505/rbtcc.v23i1.1687
De Marco, M. A., Vessoni, A. L., Capelo, A., & Dias, C. C. (2010). Laboratório de comunicação: ampliando as habilidades do estudante de medicina para a prática da entrevista. Interface-Comunicação, Saúde, Educação, 14, 217-227. https://doi.org/10.1590/S1414-32832010000100018 DOI: https://doi.org/10.1590/S1414-32832010000100018
do Nascimento, D. C., Nasser, G. M., de Amissis Amorim, C. A., & Porto, T. H. (2015). Luto: uma perspectiva da terapia analíticocomportamental. Psicologia Argumento, 33(83). http://doi.org/10.7213/psicol.argum.33.083.AO01
Dohns, M. & Gusso, G. (2021). Comunicação clínica: Aperfeiçoando os encontros em saúde. Porto Alegre: Artmed.
Fallowfield, L. J., Jenkins, V.A., Beveridge, H. A. (2002). Truth may hurt but deceit hurts more: communication in palliative care. Palliat Med. 16(4), 297-303. http://doi.org/10.1191/0269216302pm575oa DOI: https://doi.org/10.1191/0269216302pm575oa
Freitas, D. N., Melo, T. E. A., & Pacheco, K. H. (2018). Psicologia e Cuidados Paliativos: um olhar a tríade família, paciente e equipe de saúde. Caderno de Graduação-Ciências Biológicas e da Saúde-UNIT-ALAGOAS, 5(1), 33. Recuperado em 17 de setembro, 2020, de https://periodicos.set.edu.br/fitsbiosaude/article/view/5518/3079
Gorayeb, R. (2001) A Prática da Psicologia Hospitalar. In Marinho, M.L., Caballo, V.E. (org) Psicologia Clínica e da Saúde (pp. 263-278), Londrina: UEL.
Gorayeb, R., & Guerrelhas, F. (2003). Sistematização da prática psicológica em ambientes médicos. Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva, 5(1), 11-19. https://doi.org/10.31505/rbtcc.v5i1.87 DOI: https://doi.org/10.31505/rbtcc.v5i1.87
Kerbauy, R. R. (1999). Comportamento e saúde: explorando alternativas. Santo André: ARBytes.
Kubo, O. M., & Botomé, S. P. (2001). Formação e atuação do psicólogo para o tratamento em saúde e em organizações de atendimento à saúde. Interação em Psicologia, 5(1). http://dx.doi.org/10.5380/psi.v5i1.3319 DOI: https://doi.org/10.5380/psi.v5i1.3319
Lemus-Riscanevo, P., Carreño-Moreno, S., & Arias-Rojas, M. (2019). Conspiracy of silence in palliative care: A concept analysis. Indian journal of palliative care, 25(1), 24. http://doi.org/10.4103/IJPC.IJPC_183_18
Lino, C. A., Augusto, K. L. L. O., de Oliveira, R. A. S., Feitosa, L. B. & Caprara, A. (2011). Uso do protocolo Spikes no ensino de habilidades em transmissão de más notícias. Revista Brasileira de Educação Médica, 35(1), 52-57. https://doi.org/10.1590/S0100-55022011000100008 DOI: https://doi.org/10.1590/S0100-55022011000100008
Maguire, P. (1985). Barriers to psychological care of the dying. Br Med J (Clin Res Ed), 291(6510), 1711-1713. https://doi.org/10.1136/bmj.291.6510.1711 DOI: https://doi.org/10.1136/bmj.291.6510.1711
McHugh, S., & Vallis, M. (1986). Illness behaviour: Operationalization of the biopsychosocial model. In Springer US, Illness Behavior: a multisciplinary model. (pp. 1-31). Boston, MA, Springer US. DOI: https://doi.org/10.1007/978-1-4684-5257-0_1
Melo, A. C. D., Valero, F. F., & Menezes, M. (2013). A intervenção psicológica em Cuidados Paliativos. Psicologia, Saúde & Doenças, 14(3), 452-469. Recuperado em 17 de setembro, 2020, de http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1645-00862013000300007 DOI: https://doi.org/10.15309/13psd140307
Oliveira, B. R. G., Collet, N., & Viera, C. S. (2006). A humanização na assistência à saúde. Revista Latino-Americana de Enfermagem, 14(2), 277-284. https://doi.org/10.1590/S0104-11692006000200019 DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-11692006000200019
Pernambuco, A. C. A., Miragaia, M. C. R., & Pontes, T. E. (2019) Ética em Cuidados Paliativos. In: A. F. T. Góis & A. C. A. (Eds). Pernambuco. Guia de Comunicação de Más Notícias, Rio de Janeiro: Atheneu.
Santos, C. E. D., Campos, L. S., Barros, N., Serafim, J. A., Klug, D., & Cruz, R. P. (2019). Palliative care in Brasil: present and future. Revista da Associação Médica Brasileira, 65(6), 796-800. http://dx.doi.org/10.1590/1806-9282.65.6.796 DOI: https://doi.org/10.1590/1806-9282.65.6.796
Skinner, B. F. (1953/2003). Ciência e comportamento humano. Todorov, J. C. & Azzi, R. (tradução). São Paulo: Martins Fontes.
Skinner, B. F. (1981/2007). Seleção por conseqüências. Cançado, C. R. X., Soares, P. G., & Cirino, S. (tradução). Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva, 9(1), 129-137. Recuperado em 18 de setembro de 2020, de http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-55452007000100010 DOI: https://doi.org/10.31505/rbtcc.v9i1.150
Starling, R. (2001). Análise funcional da enfermidade: um quadro conceitual analítico-comportamental para orientar a intervenção psicológica em contextos médicos. Em H. Guilhardi (Org.), Sobre comportamento e cognição: Volume 8. Expondo a variabilidade. (pp. 262-296). Santo André: Arbytes.
Torres, W. C. (2003). A Bioética e a Psicologia da Saúde: Reflexões sobre Questões de Vida e Morte. Psicologia: Reflexão e Crítica, 16(3), 475-482. Recuperado em 17 de setembro de 2020, de https://www.scielo.br/pdf/prc/v16n3/v16n3a06.pdf DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-79722003000300006
Torres, N. (2010). Luto: a dor que se perde com o tempo (... ou não se perde?). MR Garcia, PR Abreu, EN Cillo, PB Faleiros, & P. Piazzon (Orgs.), Sobre Comportamento e Cognição: Terapia Comportamental e Cognitiva, 27, (pp. 385-393).
VandeKieft, G. (2001). Breaking bad news. American family physician, 64(12), 1975-1978. Recuperado em 17 de setembro, 2020, de https://www.aafp.org/afp/2001/1215/p1975.pdf
Victorino, A. B., Nisenbaum, E. B., Gibello, J., Bastos, M. Z. N., & Andreoli, P. B. A. (2007). Como comunicar más notícias: revisão bibliográfica. Revista da SBPH, 10(1), 53-63. Recuperado em 17 de setembro, 2020, de http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-08582007000100005&lng=pt
Volles, C. C., Bussoletto, G. M., & Rodacoski, G. (2012). A conspiração do silêncio no ambiente hospitalar: quando o não falar faz barulho. Revista da SBPH, 15(1), 212-231. Recuperado em 17 de setembro, 2020, de http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-08582012000100012
World Health Organization (2002). Palliative Definition. Recuperado em 7 de setembro, 2020, de http://www.who.int/cancer/palliative/definition/en/
World Health Organization (n.d.). Palliative Care, Fact sheet. Recuperado em 7 de setembro, 2020, de http://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/palliative-care
Wright, A. A., Zhang, B., Ray, A., Mack, J. W., Trice, E., Balboni, T., Mitchell, S. L., Jackson, V. A., Block, S. D., Maciejewski, P. K., Prigerson, H. G. (2008). Associations between end-of-life discussions, patient mental health, medical care near death, and caregiver bereavement adjustment. JAMA, (14), 1665-73. http://doi.org/10.1001/jama.300.14.1665 DOI: https://doi.org/10.1001/jama.300.14.1665
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
A licença CreativeCommons “Atribuição 4.0 Internacional" – CC BY permite "copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato e remixar, transformar e criar a partir do material, para qualquer fim, mesmo que comercial." Ainda de acordo com a licença CC BY, os autores devem "atribuir o devido crédito, fornecer um link para a licença e indicar se foram feitas alterações". Essas alterações devem ser indicadas sem sugerir que a Revista da SBPH apoie o seu uso. Mais informações sobre a licença em: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt