Perspectivas de adolescentes cardiopatas e suas mães após transplante

Autores

  • Bárbara Catarina da Cunha Prado Casa do Coração
  • Sandra Ribeiro de Almeida Lopes Universidade Presbiteriana Mackenzie
  • Juliana Stella Sant'Ana Hospital A.C. Camargo

DOI:

https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.18.286

Palavras-chave:

Perspectiva de futuro, transplante cardíaco, adolescentes e mães

Resumo

Esta pesquisa teve por objetivo compreender de que forma o transplante cardíaco interfere na perspectiva de futuro dos adolescentes e de suas mães. Trata-se de um estudo qualitativo-exploratório realizado com 09 adolescentes transplantados e suas mães. Utilizou-se para efeito de coleta de dados uma entrevista aberta e a técnica da linha do tempo. Foi possível identificar que, enquanto para os jovens a perspectiva de futuro é incerta, para as mães é inexistente, e que a vivência psíquica associada a uma cardiopatia é a de um sofrimento conjunto e intenso da mãe e do adolescente. Observou-se ainda que, após o transplante, as mães não retomam suas atividades cotidianas, dedicando-se integralmente aos cuidados e à vida do filho. Conclui-se que o transplante na vida do jovem gera grande impacto emocional, particularmente no que se refere à construção da identidade, definição da imagem corporal e conceito de normalidade.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Bárbara Catarina da Cunha Prado, Casa do Coração

ACTC – Casa do Coração, São Paulo, SP.

Sandra Ribeiro de Almeida Lopes, Universidade Presbiteriana Mackenzie

Professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, SP.

Juliana Stella Sant'Ana, Hospital A.C. Camargo

Hospital A.C. Camargo, São Paulo, SP.

Referências

Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos – ABTO (2013). Informações a respeito do transplante de órgãos. Disponível em: http://www.abto.org.br/.

Biagi, A. U., & Sugano, C. F. (2008). Transplante de órgãos. In: B. W. Romano (Org.). Manual de psicologia clínica pra hospitais (pp. 145-220). São Paulo: Casa do Psicólogo.

Bleger, J. (1988). Simbiose e ambiguidade (3a. ed.). (M. L. X. de A. Borges, Trad.). Rio de Janeiro: Francisco Alves.

Brun, D. (1996). A criança dada por morta: riscos psíquicos da cura. São Paulo: Casa do Psicólogo.

Castro, E. K. D. (2009). Bem-estar subjetivo de adolescentes transplantados de órgãos. Aná. Psicológica [online], 27(1), pp. 89-98. DOI: https://doi.org/10.14417/ap.186

Guerra, M. P., & Costa, S. (2009). O luto no transplantado cardíaco. Psic., Saúde & Doenças, 10(1).

Erikson, E. H. (1987). Identidade, juventude e crise (2a. ed.). Rio de Janeiro: Guanabara.

Knobel, M. (2000). Síndrome da adolescência normal. In A. Aberastury, & M. Knobel. Adolescência normal. Porto Alegre: Artes Médicas.

Lamosa, B. W. R. et al. (1990). Psicologia aplicada à cardiologia. São Paulo: Fundo Editorial Byk.

Penaforte, K. L. et al. (2009). Transplante cardíaco infantil: perspectivas e sentimentos maternos. Rio de Janeiro: Esc. Anna Nery. DOI: https://doi.org/10.1590/S1414-81452009000400007

Piaget, J. (1972). A Evolução Intelectual da Adolescência à Vida Adulta (F. Becker, & T. B. I. Marques, Trad.). Porto Alegre: Faculdade de Educação.

(Traduzido de: Intellectual Evolution from Adolescence to Adulthood. Human development, 15, p. 1-12).

Reze, B. (2006). Cardiopatia infantil: implicações na relação entre mãe e filho. Psic. Rev. São Paulo, 15(1), 11-20.

Santos, C. T., & Sebastiani, R. W. (2001). Acompanhamento Psicológico à pessoa portadora de doença crônica. In V. A. A. Camon (Org.). E a psicologia entrou no hospital (pp. 147-76). São Paulo: Pioneira.

Tavares, E. (2004). A vida depois da vida: reabilitação psicológica e social na transplantação de órgãos. Aná. Psicológica [online], 22(4), 765-777.

Winnicott, D. W. (1993). Distorções do ego em termos de falso e verdadeiro self. In Textos selecionados – Da pediatria à psicanálise. Rio de Janeiro: Francisco Alves. (Trabalho original publicado em 1960).

Downloads

Publicado

01-11-2015

Como Citar

Prado, B. C. da C., Lopes, S. R. de A., & Sant’Ana, J. S. (2015). Perspectivas de adolescentes cardiopatas e suas mães após transplante. Revista Da Sociedade Brasileira De Psicologia Hospitalar, 18(1), 5–38. https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.18.286

Edição

Seção

Pesquisa original