Preparo psicológico

na utilização de estratégias de enfrentamento pós-transplante cardíaco

Autores

  • Paula Moraes Pfeifer Hospital Universitário de Santa Maria. Hospital Universitário de Santa Maria
  • Patricia Pereira Ruschel Instituto de Cardiologia. Fundação Universitária

DOI:

https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.16.331

Palavras-chave:

Transplante, Cardiologia, Psicologia, Adaptação Psicológica

Resumo

O transplante melhora a qualidade de vida do paciente, no entanto, mobiliza sentimentos ambíguos e ansiedades intensas. Para lidar com isso, o indivíduo utiliza estratégias de enfrentamento, que influenciam na adesão ao tratamento. Este estudo se propõe a verificar os tipos de estratégias de enfrentamento utilizadas por transplantados cardíacos e se existe diferença nos pacientes que receberam preparo psicológico. A amostra foi composta por trinta e dois pacientes que realizaram transplante cardíaco no período de 1996 a 2011, maiores de dezoito anos. Os participantes foram avaliados através da Escala Modos de Enfretamento de Problemas e questionário sociodemográfico. Realizou-se a avaliação da consistência interna dos fatores da escala através de Alfa de Cronbach. Os participantes foram agrupados em pacientes que receberam preparo psicológico pré-transplante e acompanhados após o transplante; e as estratégias de enfrentamento comparadas através de teste t de Student. Quando comparados os grupos, houve aumento significativo do enfrentamento focalizado no problema e na busca de suporte social naqueles que receberam preparo, enquanto no outro grupo houve aumento significativo do enfrentamento emotivo. Os transplantados receberam preparo psicológico utilizaram maior número de estratégias de enfrentamento ativas, o que evidencia a influência e importância do acompanhamento psicológico durante o processo.

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Publicado

21-07-2013

Como Citar

Pfeifer, P. M., & Ruschel, P. P. (2013). Preparo psicológico: na utilização de estratégias de enfrentamento pós-transplante cardíaco. Revista Da Sociedade Brasileira De Psicologia Hospitalar, 16(2), 153–165. https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.16.331

Edição

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