O apego materno-fetal e a ansiedade da gestante

Autores/as

  • Patricia Ruschel Instituto de Cardiologia. Fundação Universitária de Cardiologia
  • Camila Ávila Instituto de Cardiologia. Fundação Universitária de Cardiologia
  • Gisiane Fassini Instituto de Cardiologia. Fundação Universitária de Cardiologia
  • Liege Azevedo Instituto de Cardiologia. Fundação Universitária de Cardiologia
  • Natais Bilhão Instituto de Cardiologia. Fundação Universitária de Cardiologia
  • Raquel Paiani Instituto de Cardiologia. Fundação Universitária de Cardiologia
  • Tadiela Lodéa Instituto de Cardiologia. Fundação Universitária de Cardiologia
  • Paulo Zielinsky Instituto de Cardiologia. Fundação Universitária de Cardiologia

DOI:

https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.16.332

Palabras clave:

Ecocardiografia fetal, Cardiopatias fetais, Relação materno-fetal, Ansiedade, Cuidado pré-natal

Resumen

Introdução: O diagnóstico de cardiopatia na vida fetal é importante e o ecocardiograma fetal deve ser realizado em toda gestação. Para as gestantes é fundamental o desenvolvimento do apego com o feto, sendo este o protótipo da relação materno-filial. A ansiedade é comum ao longo do período gestacional, pois ocorrem mudanças corporais e emocionais. Objetivo: Testar se existe associação entre o grau de ansiedade e do apego materno-fetal das gestantes que se submetem ao rastreamento para cardiopatia fetal, em promoção de saúde. Método: Estudo de delineamento transversal com 219 gestantes, avaliadas por ficha com dados sociodemográficos, Escala de Apego Materno-Fetal de Cranley e a ansiedade pela escala BAI de Beck (Beck Anxiety Inventory). Resultados: A idade variou entre 15 e 45 anos, média de 27,7 ± 6,6 anos. Não houve significância estatística para associação entre ansiedade e apego materno-fetal (p= 0,385). Em 83,6 % das gestantes o nível de apego materno-fetal médio e 82,6% nível mínimo de ansiedade foi evidenciado. Verificou-se que o apego materno-fetal aumenta com a idade gestacional, mas que este não interfere na correlação entre ansiedade e apego (r=0,005, p=0,942). Conclusão: Foi observada homogeneidade da amostra quanto ao apego materno-fetal e a ansiedade, não havendo a associação entre estes.

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Citas

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Publicado

2013-07-21

Cómo citar

Ruschel, P., Ávila, C., Fassini, G., Azevedo, L., Bilhão, N., Paiani, R., … Zielinsky, P. (2013). O apego materno-fetal e a ansiedade da gestante. Revista Da Sociedade Brasileira De Psicologia Hospitalar, 16(2), 166–177. https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.16.332

Número

Sección

Investigación original