Pré-Natal Psicológico
perspectivas para atuação do psicológo em saúde materno no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.19.413Palavras-chave:
pré-natal, intervenção, saúde materna, psicologia hospitalar, psicoeducaçãoResumo
No cenário brasileiro contemporâneo, é crucial propor e avaliar programas destinados ao acompanhamento pré-natal de gestantes. Sendo assim, o presente artigo relata uma modalidade de intervenção psicoeducativa realizada no âmbito hospitalar. Denominada Pré-Natal Psicológico (PNP), trata-se de uma prática – complementar ao pré-natal biomédico – voltada para o atendimento psicológico das gestantes, a qual também estimula a integração de seus familiares nos cuidados desenvolvidos ao longo do ciclo gravídico puerperal. Notadamente, as ações envolvem encontros grupais temáticos (por exemplo: preparação para maternidade e prevenção da depressão pós-parto). Inicialmente organizado na esfera pública, o PNP é um programa de baixo custo que tem sido avaliado positivamente por usuários e profissionais. Experiências no setor privado também vêm sendo conduzidas, as quais revelam a amplitude desse programa. Em suma, uma descrição detalhada das sessões do PNP visa oferecer subsídios para a atuação do profissional de psicologia que integra uma equipe multiprofissional no campo da Saúde Materna.
Downloads
Referências
Afonso, L. (2003). Oficinas em dinâmica de grupo na área da saúde. Belo Horizonte: Edições do Campo Social.
Arrais, A. R., Cabral, D. S. R., & Martins, M. H. F. (2012). Grupo de pré-natal psicológico: Avaliação de programa de intervenção junto a gestantes. Encontro: Revista de Psicologia, 15(22), 53-76.
Arrais, A. R., Mourão, M. A., & Fragalle, B. (2013). O pré-natal psicológico como programa de prevenção à depressão pós-parto. Revista Saúde e Sociedade, 22(3), 251-264. DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-12902014000100020
Araujo, T. C. C. F., & Negromonte, M. R. O. (2010). Equipe de saúde: vinculação grupal e vinculação terapêutica. In M. H. P. Franco (Ed.),
Formação e rompimento de vínculos: o dilema das perdas na atualidade (pp. 73-100). São Paulo: Summus.
Azevedo, K. R., & Arrais, A. R. (2006). O mito da mãe exclusiva e seu impacto na depressão pós-parto. Psicologia: Reflexão e Crítica, 19(2), 269-276. DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-79722006000200013
Barbosa, L. M. M., Araujo, T. C. C. F., & Escalda, P. (2015). Tecnologias sociais em saúde: contribuições para redução da mortalidade materna e infantil em Ceilândia, DF. In M. I. Gandolfo, M. I. Tafuri, & D. S. Chatelard (Eds.). Psicologia Clínica e Cultura Contemporânea 2 (pp. 360-376). Brasília: Technopolitik.
Bortoletti, F. F. (2007). Psicologia na prática obstétrica: abordagem interdisciplinar. Barueri, São Paulo: Manole.
Cassiano, A. C. M., Carlucci, E. M. S., Gomes, C. F., & Benneman, R. M. (2014). Saúde materno infantil no Brasil: evolução e programas desenvolvidos pelo Ministério da Saúde. Revista do Serviço Público, 65(2), 227-244. DOI: https://doi.org/10.21874/rsp.v65i2.581
Cox, J., & Holden J. (2003). Perinatal mental health: A guide to the Edinburgh Postnatal Depression Scale (EPDS). London: Royal College of Psychiatrists, Gaskell.
Cruz, E. B. S., Simões, G. L., & Faisal-Cury, A. (2005). Rastreamento da depressão pós-parto em mulheres atendidas pelo Programa de Saúde da Família. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, 27(4), 181-188. DOI: https://doi.org/10.1590/S0100-72032005000400004
Klein, M. M. S., & Guedes, C. R. (2008). Intervenção psicológica a gestantes: Contribuições do grupo de suporte para a promoção da saúde. Psicologia: Ciência e Profissão, 28(4), 862-871. DOI: https://doi.org/10.1590/S1414-98932008000400016
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
A licença CreativeCommons “Atribuição 4.0 Internacional" – CC BY permite "copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato e remixar, transformar e criar a partir do material, para qualquer fim, mesmo que comercial." Ainda de acordo com a licença CC BY, os autores devem "atribuir o devido crédito, fornecer um link para a licença e indicar se foram feitas alterações". Essas alterações devem ser indicadas sem sugerir que a Revista da SBPH apoie o seu uso. Mais informações sobre a licença em: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt