Ele ou ela? quando é necessário conceber, ressignificar e renascer no imaginario dos pais
intervenções psicológicas
DOI:
https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.13.436Palavras-chave:
Desordem do desenvolvimento Sexual, Genitália externa ambígua, Bebê ideal x bebê real, RessignificaçãoResumo
O presente trabalho pretende ilustrar, através de um olhar psicológico, o relato de experiência de profissionais da psicologia hospitalar numa intervenção interdisciplinar em dois casos que relatam a experiência vivida por pais de crianças com diagnóstico de Desordem do Desenvolvimento Sexual (DDS). A Hiperplasia Adrenal Congênita (HAC), que resulta numa DDS, consiste numa doença que se manifesta através da mutação no gene CYP21A2, que acaba por ser responsável pelo surgimento, ao nascimento, de um quadro clínico denominado genitália externa ambígua, com variados graus de virilização nas meninas e macrogenitossomia nos meninos, que podem ser acompanhadas por desidratação, arritmias cardíacas, choque e mesmo morte. Esta é uma doença cuja incidência é de 1:10.325 nascimentos na população brasileira. A partir de dois casos de bebês atendidos no Hospital Universitário de Maringá (HUM), que tiveram diagnóstico de genitália ambígua, a equipe da psicologia realizou atendimentos aos pais voltados para a escuta das questões surgidas a partir do diagnóstico de seus filhos. Neste sentido, houve uma preocupação em trabalhar com o conteúdo imaginário de cada casal em relação a gestação e como isso se dava em relação ao bebê real, buscando uma ressignificação de todo esse processo. A experiência em ambas as situações demonstrou que, além das relações familiares, estão imbricados no resultado desse trabalho a concepção do bebê, o desejo dos pais e o luto em relação ao bebê real, mostrando que não são casos simples e que seus desenvolvimentos irão depender da relação do casal parental e de suas próprias histórias de vida.
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