Manifestações obsessivas em mulheres
uma nova demanda?
DOI:
https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.13.438Palavras-chave:
Obsessão, Feminilidade, Ativo, Passivo, Metapsicologia freudianaResumo
Este trabalho objetiva problematizar a relação entre a obsessão e a feminilidade mediante a afirmação, feita por quatro psicanalistas contemporâneos, de que as manifestações obsessivas em mulheres teriam aumentado na atualidade. Esse aumento estaria acontecendo principalmente em decorrência das modificações no papel social da mulher. Implicada na afirmação desses autores que são Chemama, Costa, Kehl e Santoro, está a idéia de que a mulher, que na época de Freud desempenhava um papel social passivo, encontra-se na atualidade desempenhando um papel social ativo. Uma discussão enfocando essa temática foi viabilizada por meio de uma pesquisa, realizada por mim no curso de mestrado, período no qual recorri à exploração de alguns textos de Freud. Na pesquisa como um todo, inicialmente foram apresentados alguns dados atuais, um breve panorama, sobre as manifestações obsessivas no universo feminino e, na seqüência: a matriz clínica da neurose obsessiva em Freud (até 1896) e a neurose obsessiva em Freud (de 1900 a 1926) – a concepção de feminino em Freud; e, por fim, uma discussão sobre a concepção freudiana de neurose obsessiva enfocando principalmente as noções de ativo e passivo. Neste trabalho são apresentadas de forma breve as conclusões as quais pude chegar por meio da referida pesquisa.
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Referências
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