Intervenção em crise no hospital
a percepção de profissionais de psicologia
DOI:
https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.2025.v28.678Palavras-chave:
Intervenção na crise, Hospitalização, Ambiente hospitalarResumo
Crises no ambiente hospitalar são caracterizadas pelo desequilíbrio psicológico temporário da pessoa afetada e demandam intervenção imediata do psicólogo, com foco no manejo da situação desencadeada e na prevenção de agravos. O presente estudo teve como objetivo compreender a percepção e a experiência de profissionais da psicologia diante destas situações. Para isso, buscou-se descrever a forma como os pedidos de intervenção em situações de crise chegam para a equipe de psicologia, como os profissionais percebem e atuam nestas situações e como compreendem a sua experiência. Foram realizadas entrevistas semidirigidas com 11 psicólogos que atuam em hospitais. O material foi submetido à análise de conteúdo e organizado em quatro categorias: “Recepção dos pedidos de intervenção em crise”, “Situações de crise durante internação hospitalar”, “Intervenções psicológicas em situação de crise” e “Adversidades para a realização de intervenção em crise”. A maioria das solicitações de intervenção ocorrem por vias informais. As demandas mais comuns foram associadas à hospitalização, intercorrências médicas, óbitos, acidentes, traumas e fatores externos. Os participantes ressaltaram a importância de intervenções contextualizadas e voltadas à estabilização psicológica. Destacaram ainda a necessidade de preparo rápido, atuação interdisciplinar, mediação da comunicação, fortalecimento do vínculo e encaminhamento após estabilização da crise. Entre as adversidades, destacaram-se a falta de espaço adequado, a compreensão limitada do papel do psicólogo por outros profissionais, as restrições do setting hospitalar e a formação insuficiente para este contexto.
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Referências
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