O lugar da Psicanálise na prática com familiares enlutados na Unidade de Terapia Intensiva

Autores

  • Gabriel Abbade dos Santos Universidade do Oeste Paulista
  • Lucas Bondezan Alvares Universidade do Oeste Paulista

DOI:

https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.24.69

Palavras-chave:

escuta psicanalítica, luto, hospital

Resumo

O hospital possui o discurso médico como saber científico hegemônico. Já a psicanálise é representante de uma antinomia radical que busca operar uma escuta não normalizadora. Diante de tal realidade, esse artigo faz reflexão da psicanálise enquanto possibilidade de intervenção no sofrimento, produtor de efeitos singularizantes diante a vivência do luto. A escuta psicanalítica engloba os processos de subjetivação possibilitando intervir no instante de sofrimento dos sujeitos que acabam de vivenciar uma ruptura causada pelo enfrentamento da morte. Esse trabalho compreende que a escuta psicanalítica é capaz de resgatar a subjetividade anulada pela cena hospitalar, criando condições de singularização.

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Biografia do Autor

Gabriel Abbade dos Santos, Universidade do Oeste Paulista

Psicólogo.

Lucas Bondezan Alvares, Universidade do Oeste Paulista

Mestre em Educação nas Profissões de Saúde pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

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Publicado

20-01-2021

Como Citar

Santos, G. A. dos, & Alvares, L. B. (2021). O lugar da Psicanálise na prática com familiares enlutados na Unidade de Terapia Intensiva. Revista Da Sociedade Brasileira De Psicologia Hospitalar, 24(1), 116–127. https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.24.69

Edição

Seção

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