Gêmeos nascidos no Hospital Universitário da Universidade Estadual de Londrina

pesquisa exploratória

Autores

  • Maria Elizabeth Barreto Tavares dos REIS Universidade Estadual de Londrina – UEL, Departamento de Psicologia e Psicanálise. Londrina, PR, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-3466-4150
  • Brendha Isabelly Gouvêa DELFINO Universidade Estadual de Londrina – UEL, Departamento de Psicologia e Psicanálise. Londrina, PR, Brasil. https://orcid.org/0009-0006-9011-3384

DOI:

https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.2026.v29.758

Palavras-chave:

Gêmeos, Gravidez Gemelar, Hospitais Universitários

Resumo

A taxa global de nascimentos gemelares tem aumentado substancialmente. No Brasil, essa tendência também é perceptível, impulsionada por fatores como o avanço das técnicas de reprodução assistida, a maior disponibilidade de tratamentos de fertilidade e mudanças nos hábitos reprodutivos. Contudo, a crescente prevalência de gestações múltiplas no país contrasta com a falta de pesquisas específicas sobre essas condições. A escassez de estudos nacionais sobre gestações múltiplas representa uma lacuna significativa na saúde pública, dificultando a formulação de políticas e a implementação de protocolos clínicos adequados para esta população. Este estudo teve como objetivo analisar os nascimentos gemelares em um hospital de universidade pública, devido à sua ampla atuação e expertise no atendimento a gestantes de alto risco na região norte do Paraná. A pesquisa foi realizada a partir dos dados coletados nos prontuários eletrônicos de gestantes que deram à luz na maternidade daquela instituição no período de outubro de 2022 a dezembro de 2023. A análise dos dados foi estruturada em seis categorias: número de partos de gêmeos, caracterização das gestantes, tipos de parto, caracterização dos recém-nascidos, óbitos neonatais e tempo de internação. Essa abordagem permitiu a identificação de padrões e tendências, oferecendo uma compreensão mais aprofundada das características das gestações múltiplas e dos fatores associados a seus desfechos. Os resultados obtidos contribuem para uma melhor compreensão dos nascimentos múltiplos na região e fornecem uma base para futuras pesquisas e ações de saúde. É essencial continuar investindo em estudos que aprofundem o conhecimento sobre gestações múltiplas, promovendo a saúde materna e infantil e alinhando o Brasil aos padrões internacionais de assistência.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Brendha Isabelly Gouvêa DELFINO, Universidade Estadual de Londrina – UEL, Departamento de Psicologia e Psicanálise. Londrina, PR, Brasil.

Estudante do curso de graduação em Psicologia da Universidade Estadual de Londrina 

Referências

Anderson, L. N., Knight, J. A., Hung, R. J., Hewko, S. L., Seeto, R. A., Martin, M. J., Fleming, A., Maguire, J. L., Matthews, S. G., Murphy, K. E., Okun, N., Jenkins, J. M., Lye, S. J., & Bocking, A. (2018). The Ontario birth study: a prospective pregnancy cohort study integrating perinatal research into clinical care. Paediatric and Perinatal Epidemiology, 32(3), 290–301. https://doi.org/10.1111/ppe.12473. DOI: https://doi.org/10.1111/ppe.12473

Antunes, M. B., Rossi, R. M., & Pelloso, S. M. (2020). Relação entre risco gestacional e tipo de parto na gravidez de alto risco. Revista da Escola de Enfermagem da USP,54, e03526. https://doi.org/10.1590/S1980-220X2018042603526. DOI: https://doi.org/10.1590/s1980-220x2018042603526

Barbas, D. S., Costa, A. J. L., Luiz, R. R., & Kale, P. L. (2009). Determinantes do peso insuficiente e do baixo peso ao nascer na cidade do Rio de Janeiro, Brasil, 2001. Epidemiologia e Serviços de Saúde, 18(2), 161-170. https://doi.org/10.5123/S1679-49742009000200007. DOI: https://doi.org/10.5123/S1679-49742009000200007

Barbosa, V. R. A., Paz, B. M. S., Belchior, M. C. T. V. S. C., Sousa, A. E. F., Moura, B. G. M., Dourado, L. B. C., Carvalho, T. C. V., & Carvalho, Y. S. (2023). Perfil epidemiológico de gestantes e puérperas internadas em leitos de saúde mental de maternidade pública de ensino, referência em alto risco no estado do Piauí, Brasil. Brazilian Journal of Health Review, 6(6), 33073–33092. https://doi.org/10.34119/bjhrv6n6-502. DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv6n6-502

Demitto, M. O., Gravena, A. A. F., Dell'Agnolo, C. M., Antunes, M. B., & Pelloso, S. M. (2017). High risk pregnancies and factors associated with neonatal death. Revista da Escola de Enfermagem da USP, 51, e03208. https://doi.org/10.1590/S1980-220X2016127103208. DOI: https://doi.org/10.1590/s1980-220x2016127103208

Ellison, M. A., Hotamisligil, S., Lee, H., Rich-Edwards, J. W., Pang, S. C., & Hall, J. E. (2005). Psychosocial risks associated with multiple births resulting from assisted reproduction. Fertility and Sterility, 83(5), 1422-1428. https://doi.org/10.1016/j.fertnstert.2004.11.030. DOI: https://doi.org/10.1016/j.fertnstert.2004.11.053

Esteves, C. M., Anton, M. C., & Piccinini, C. A. (2011). Indicadores da preocupação materna primária na gestação de mães que tiveram parto pré-termo. Psicologia Clínica, 23(2), 75–99. https://doi.org/10.1590/S0103-56652011000200006. DOI: https://doi.org/10.1590/S0103-56652011000200006

Freitas, M., Siqueira, A. A. F., & Segre, C. A. M. (2008). Avanços em reprodução assistida. Revista Brasileira de Crescimento e Desenvolvimento Humano, 18(1), 93-97. https://doi.org/10.7322/jhgd.19870. DOI: https://doi.org/10.7322/jhgd.19870

Howson, C. P., Kinney, M. V., & Lawn, J. E. (Eds.). (2012). Born too soon: the global action report on preterm birth. World Health Organization.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. (2022). Sistema de estatísticas vitais. https://www.ibge.gov.br.

Ionio, C., Mascheroni, E., Colombo, C., & Lista, G. (2018). Prenatal attachment in twin pregnancy. In J. Elito Júnior (Ed.), Multiple pregnancy: new challenges (https://doi.org/10.5772/intechopen.79365). IntechOpen. DOI: https://doi.org/10.5772/intechopen.79365

Marques, E. M., & Rudge, M. V. C. (2002). Resultados perinatais de gêmeos com pesos discordantes ao nascer. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, 24(6), 389–394. https://doi.org/10.1590/S0100-72032002000600006. DOI: https://doi.org/10.1590/S0100-72032002000600006

Meaney, S., Corcoran, P., & O'Donoghue, K. (2017). Death of one twin during the perinatal period: an interpretative phenomenological analysis. Journal of Palliative Medicine, 20(3), 290-293. https://doi.org/10.1089/jpm.2016.0264. DOI: https://doi.org/10.1089/jpm.2016.0264

Melo, A. B. O., Nascimento, M. E. B., Nascimento, K. S., Silva, D. M., Silva, I. N., Costa, F. A., Souza, J. G., Queiroz, J. L. F., Rosa, V. H. J., Oliveira, F. F. J., Barros, L. S., & Matos Neta, M. N. C. (2024). Riscos obstétricos em gestações múltiplas: Abordagens para reduzir complicações. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(6), 257–268. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n6p257-268. DOI: https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n6p257-268

Ministério da Saúde (BR). (2022). Manual de gestação de alto risco [recurso eletrônico]. http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_gestacao_alto_risco.pdf.

Ministério da Saúde (BR). (2022). Sistema de informações sobre nascidos vivos. https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svsa/sistemas-de-informacao/sinasc.

Miyazaki, C. M. A., Cordeiro, S. N., Almeida, R. P., & Verceze, F. A. (2019). Vivência da gestação e parto de alto risco: uma reflexão a partir do referencial psicanalítico. Revista da SPPH, 22(2), 4-24. https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.22.204. DOI: https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.22.204

Monden, C., Pison, G., & Smits, J. (2021). Twin peaks: more twinning in humans than ever before. Human Reproduction, 36(6), 1666–1673. https://doi.org/10.1093/humrep/deab029. DOI: https://doi.org/10.1093/humrep/deab029

Puffer, R. R., & Serrano, C. (1987). Patterns of birth weight. PAHO Bulletin, 21(2), 185-195. https://iris.paho.org/bitstreams/2473c9e1-17a1-4599-9518-97804408cf17/download.

Ramos, H. Â. C., & Cuman, R. K. N. (2009). Fatores de risco para prematuridade: pesquisa documental. Escola Anna Nery, 13(2), 297–304. https://doi.org/10.1590/S1414-81452009000200009. DOI: https://doi.org/10.1590/S1414-81452009000200009

Segal, N. L. (2021). Twin types: Variations and common themes/Twin research reviews: birth weight and brain development; twinning and vocabulary knowledge; fetal loss in twin pregnancy; twin-family olympic medal winners/human interest: young twin soldiers; twin-run laundry; male-female pair and politics; twin-based graphic novel; twin sisters' deliveries [News, Views and Comments]. Twin Research and Human Genetics, 24(2), 89–94. https://doi.org/10.1017/thg.2020.93. DOI: https://doi.org/10.1017/thg.2020.93

Segal, N. L. (2023). The 18th International Twin Congress, and a look at twin research in Wales/Twin research reviews: temperamental similarities and twin relations; maximizing twin designs; rare tubal ectopic pregnancy; twins' academic self-concept formation/in the media: identical infant twins reunited; birth of identical-fraternal quadruplets; identical twin comedians; 'twice in a lifetime': meeting an unrelated look-alike; twins in the tour de france [News, Views and Comments]. Twin Research and Human Genetics, 26(4-5), 320-325. https://doi.org/10.1017/thg.2023.31. DOI: https://doi.org/10.1017/thg.2023.31

Sociedade Brasileira de Pediatria. (2019). Prematuridade: documento científico. Departamento Científico de Neonatologia.

Torres, C., Caporali, A., & Pison, G. (2023). The Human Multiple Births Database (HMBD): An international database on twin and other multiple births. Demographic Research, 48, 89–106. https://doi.org/10.4054/DemRes.2023.48.4. DOI: https://doi.org/10.4054/DemRes.2023.48.4

Wang, W., Wen, L., Zhang, Y., Wang, L., Wang, L., Chen, Z., Zhang, L., Zhang, C., Li, J., Tong, C., Qi, H., Saffery, R., & Baker, P. N. (2019). Maternal prenatal stress and its effects on primary pregnancy outcomes in twin pregnancies. Journal of Psychosomatic Obstetrics and Gynecology, 41(3), 198–204. https://doi.org/10.1080/0167482X.2019.1611776. DOI: https://doi.org/10.1080/0167482X.2019.1611776

Wendland, J., Galli, L., & Benarous, X. (2023). Prenatal attachment in women with twin versus singleton pregnancy: socio-demographic, mental health and pregnancy-related predictors. Early Human Development, 182, 105789. https://doi.org/10.1016/j.earlhumdev.2023.105789. DOI: https://doi.org/10.1016/j.earlhumdev.2023.105789

World Health Organization. (2012). Born too soon: the global action report on preterm birth. https://iris.who.int/handle/10665/44864.

Zhou, Y., Huang, J., Baker, P. N., Liao, B., & Yu, X. (2022). The prevalence and associated factors of prenatal depression and anxiety in twin pregnancy: a cross-sectional study in Chongqing, China. BMC Pregnancy and Childbirth, 22(1), 877. https://doi.org/10.1186/s12884-022-05203-y. DOI: https://doi.org/10.1186/s12884-022-05203-y

Downloads

Publicado

23-06-2026

Como Citar

REIS, M. E. B. T. dos, & DELFINO, B. I. G. (2026). Gêmeos nascidos no Hospital Universitário da Universidade Estadual de Londrina: pesquisa exploratória. Revista Da Sociedade Brasileira De Psicologia Hospitalar, 29, e024. https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.2026.v29.758

Edição

Seção

Pesquisa original