Percepção de qualidade de vida, sintomas de ansiedade e depressão entre pessoas com câncer
DOI:
https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.2025.v28.805Palavras-chave:
Psico-oncologia, Ansiedade, Depressão, Qualidade de vidaResumo
O diagnóstico de câncer e seu tratamento podem gerar diversos impactos na vida das pessoas envolvidas, assim como diferentes reações e formas de enfrentamento. Esses aspectos podem contribuir para algum nível de sofrimento psíquico, influenciando também na qualidade de vida (QV). Nesse sentido, buscou-se analisar, de forma integrada, a frequência de sintomas de ansiedade e depressão, assim como a QV percebida por pacientes oncológicos. Para isso, foram entrevistados pacientes oncológicos, maiores de 18 anos, de ambos os sexos, com capacidade de comunicação preservada, durante sua permanência no setor de Oncologia. Foram utilizados a escala HADS e o questionário EORTC-QLQ-C30. Dados sociodemográficos, sobre a doença e tratamento foram obtidos acessando prontuários eletrônicos. Os dados foram organizados em planilha e analisados por estatística descritiva (média, DP e frequência). A amostra obtida é composta 144 pessoas, sendo 59,7% (n=86) do sexo feminino, com idade média de 54,3 anos (DP=13,3). O tipo de câncer mais frequente foi o de mama (n=41, 28,5%) seguido de cólon (n=21, 14,6%) e reto (n=15, 10,4%). A média dos escores de QV global foi de 80,7 (DP=16,9), de 77,4 (DP=17,9) para a subescala de funcionalidade e 22,2 (DP=18,2) para a subescala de sintomas, ou seja, apesar da apresentação de sintomas, os participantes avaliam de forma positiva sua QV. Foram relatados sintomas de ansiedade por 32,6% (n=47) dos entrevistados e sintomas de depressão por 16,7% (n=24). O trabalho corrobora a presença de sintomas de ansiedade e depressão, assim como percepções de prejuízos parciais para a QV de pessoas com câncer. Esses achados podem subsidiar estratégias de cuidado mais sensíveis às necessidades físicas, emocionais e sociais desse grupo.
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