A incidência de eventos estressores em UTIs cirúrgicas
DOI:
https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.2026.v29.847Palavras-chave:
Unidades de Terapia Intensiva, Estresse Psicológico, PsicologiaResumo
O artigo investiga os fatores estressores vivenciados por pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva – UTI cirúrgicas, destacando os desafios impostos pelo ambiente hospitalar. A pesquisa, realizada com 60 pacientes no hospital Santa Casa de Misericórdia de Curitiba, utilizou o “Environmental Stressor Questionnaire – ESQ” para avaliar o nível de estresse percebido. Os principais estressores identificados foram a falta de contato com familiares, dor, medo da morte, privação do sono e restrição de papéis sociais. Os achados sugerem que a internação em UTI varia de pouco a moderadamente estressante, e estratégias como humanização do ambiente, suporte psicológico e melhorias na comunicação podem minimizar esses impactos, favorecendo a recuperação dos pacientes.
Downloads
Referências
Arantes, R. X., Bastos, M. C., Oliveira, C. A. S., & Costa, R. D. S. (2020). Fatores estressores em pacientes internados em unidade de terapia intensiva: uma revisão bibliográfica. Anais do Seminário Científico do UNIFACIG, (6), 1-4. Recuperado em 27 de maio de 2026, de https://pensaracademico.unifacig.edu.br/index.php/semiariocientifico/article/view/2184.
Aspe Díaz, C. (2018). Fatores estressores percebidos pelos pacientes hospitalizados em uma unidade de terapia intensiva [Dissertação de mestrado, Faculdade de Medicina da Bahia, Universidade Federal da Bahia]. Repositório Institucional. http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/29181.
Bautista-Rodríguez, L. M., Arias-Velandia, M. F., & Carreño-Leiva, Z. O. (2016). Percepción de los familiares de pacientes críticos hospitalizados respecto a la comunicación y apoyo emocional. Revista Cuidarte, 7(2), 1297–1309. https://doi.org/10.15649/cuidarte.v7i2.330. DOI: https://doi.org/10.15649/cuidarte.v7i2.330
Dessotte, C. A. M., Rodrigues, H. F., Furuya, R. K., Rossi, L. A., & Dantas, R. A. S. (2016). Stressors perceived by patients in the immediate postoperative of cardiac surgery. Revista Brasileira de Enfermagem, 69(4), 741-750. https://doi.org/10.1590/0034-7167.2016690418i. DOI: https://doi.org/10.1590/0034-7167.2016690418i
Ely, E. W., Shintani, A., Truman, B., Speroff, T., Gordon, S. M., Harrell, F. E., Jr., Inouye, S. K., Bernard, G. R., & Dittus, R. S. (2004). Delirium as a predictor of mortality in mechanically ventilated patients in the intensive care unit. JAMA, 291(14), 1753-1762. https://doi.org/10.1001/jama.291.14.1753. DOI: https://doi.org/10.1001/jama.291.14.1753
Gomes, A. G. A., & Carvalho, M. F. O. (2018). A perspectiva do paciente sobre a experiência de internação em UTI: revisão integrativa de literatura. Revista SBPH, 21(2), 167-185. https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.21.295. DOI: https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.21.295
Gomes, V. C. L., Gomes, V. S., & Oliveira, N. A. (2023). Medicina intensiva - UTI: vivência, procedimentos e tecnologias. Brazilian Journal of Health Review, 6(2), 7969-7981. https://doi.org/10.34119/bjhrv6n2-281. DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv6n2-281
Itaborahy, R. S., & Lima, L. S. (2023). Delirium na unidade de terapia intensiva. Revista Eletrônica Acervo Médico, 23(4), e12383. https://doi.org/10.25248/reamed.e12383.2023. DOI: https://doi.org/10.25248/reamed.e12383.2023
Luz, L. F. S., Santos, M. C., Ramos, T. A., Almeida, C. B., Rover, M. C., Dal'Pizzol, C. P., Poher, C. L. S., Martins, A. V. S., & Boniatti, M. M. (2020). Delirium e qualidade de vida em pacientes críticos: um estudo de coorte prospectivo. Revista Brasileira de Terapia Intensiva, 32(3), 426-432. https://doi.org/10.5935/0103-507X.20200072. DOI: https://doi.org/10.5935/0103-507X.20200072
Ministério da Saúde (BR). (2010). Resolução [RDC] n. 7, de 24 de fevereiro de 2010. Dispõe sobre os requisitos mínimos para funcionamento de Unidades de Terapia Intensiva e dá outras providências. Recuperado em 03 de junho de 2026, de https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2010/res0007_24_02_2010.html.
Rocha, C. C. M., Portela, P. P., Santana, T.S, Gois, J. A., & Oliveira, S. S. (2021). Cuidado ao paciente com delirium na unidade de terapia intensiva: o olhar do enfermeiro. Revista de Enfermagem da UFPI, 10(1), e809. https://doi.org/10.26694/reufpi.v10i1.809. DOI: https://doi.org/10.26694/reufpi.v10i1.809
Rosa, B. Â., Rodrigues, R. C. M., Gallani, M. C. B. J., Spana, T. M., & Pereira, C. G. S. (2010). Estressores em Unidade de Terapia Intensiva: versão brasileira do The Environmental Stressor Questionnaire. Revista da Escola de Enfermagem da USP, 44(3), 627-635. https://doi.org/10.1590/S0080-62342010000300011. DOI: https://doi.org/10.1590/S0080-62342010000300011
Salluh, J. I. F., Wang, H., Schneider, E. B., Nagaraja, N., Yenokyan, G., Damluji, A., Serafim, R. B., & Stevens, R. D. (2015). Outcome of delirium in critically ill patients: systematic review and meta-analysis. BMJ, 350, h2538. https://doi.org/10.1136/bmj.h2538. DOI: https://doi.org/10.1136/bmj.h2538
Sandri, N. B. L., Nogueira, G. S., & Casanova, L. T. (2024). Memórias dos pacientes pós-alta de unidade de terapia intensiva (UTI): uma revisão sistemática. Brasília Médica, 62, 1-16. https://doi.org/10.5935/2236-5117.2024v61a336. DOI: https://doi.org/10.5935/2236-5117.2024v61a336
Simonetti, A. (2004). Manual de psicologia hospitalar: o mapa da doença. Casa do Psicólogo.
Turksal, E., Alper, I., Sergin, D., Yuksel, E., & Ulukaya, S. (2020). The effects of preoperative anxiety on anesthetic recovery and postoperative pain in patients undergoing donor nephrectomy. Brazilian Journal of Anesthesiology, 70(3), 271–277. https://doi.org/10.1016/j.bjane.2020.06.004. DOI: https://doi.org/10.1016/j.bjane.2020.06.004
World Health Organization. (2026). Stress. https://www.who.int/news-room/questions-and-answers/item/stress.
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Revista da Sociedade Brasileira de Psicologia Hospitalar

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
A licença CreativeCommons “Atribuição 4.0 Internacional" – CC BY permite "copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato e remixar, transformar e criar a partir do material, para qualquer fim, mesmo que comercial." Ainda de acordo com a licença CC BY, os autores devem "atribuir o devido crédito, fornecer um link para a licença e indicar se foram feitas alterações". Essas alterações devem ser indicadas sem sugerir que a Revista da SBPH apoie o seu uso. Mais informações sobre a licença em: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt






