Competência cultural em saúde

estudo com profissionais de quatro regiões do Brasil

Autores

  • Magda DIMENSTEIN Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN, Programa de Pós-Graduação em Psicologia – PPGPsi. Natal, RN, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-5000-2915
  • Telmo Mota RONZANI Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF, Programa de Pós-Graduação em Psicologia – PPGPsi. Juiz de Fora, MG, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-8927-5793
  • João Paulo Sales MACEDO Universidade Federal do Delta do Parnaíba – UFDPar, Programa de Pós-Graduação em Psicologia – PPGPsi. , Parnaíba, PI, Brasil. https://orcid.org/0000-0003-4393-8501
  • Jader Ferreira LEITE Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN, Programa de Pós-Graduação em Psicologia – PPGPsi. Natal, RN, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-6045-531X
  • Simone Mainieri PAULON Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social e Institucional – PPGPsi. Porto Alegre, RS, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-0387-1595
  • Maria Ines Gandolfo CONCEIÇÃO Universidade de Brasília – UnB, Programa de Psicologia Clínica e Cultura – PPGPsiCC. Brasília, DF, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-4052-3813
  • Mariana Tavares Cavalcanti LIBERATO Universidade Federal do Ceará – UFC, Programa de Pós-Graduação em Psicologia – PPGPsi. Fortaleza, CE, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-9410-0437

DOI:

https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.2026.v29.919

Palavras-chave:

Competência Cultural, Diversidade Cultural, Processo de Trabalho em Saúde, Educação em Saúde

Resumo

Objetivou-se analisar a associação entre competência cultural e características sociodemográficas entre profissionais de saúde no Brasil. Trata-se de um estudo exploratório e correlacional, em amostra de conveniência não-probabilística de quatro regiões do país. Foram selecionados 213 participantes, predominantemente mulheres (73,7%), com média de idade de 37,9 anos (DP=10,4) e média de tempo de atuação de 11.2 anos (DP=9,2), de seis Unidades da Federação (Ceará, Distrito Federal, Minas Gerais, Piauí, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul) e com os/as quais foram aplicados dois instrumentos: questionário sociodemográfico e escala EMCC14-BR. Para se estabelecer a associação de variáveis, foram realizadas análises bivariadas (Qui-Quadrado, Teste t, ANOVA) e posteriormente Análise de Regressão Logística. No modelo de associação final, encontrou-se que a formação universitária (OR=2,15; IC=1,16–2,15) e na área de Humanas e Sociais (OR=3,08; IC=1,41-6,72) estão relacionadas a maior competência cultural. Assim, os achados indicam a importância da formação voltada para os/as profissionais como parte das estratégias de educação permanente em saúde, possibilitando práticas de cuidado culturalmente sensíveis. Tendo em vista as limitações da amostragem por conveniência, recomenda-se que futuras pesquisas explorem, com amostras probabilísticas e recortes regionais mais equilibrados, os determinantes contextuais da competência cultural, ampliando a compreensão das desigualdades no cuidado em saúde no Brasil.

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Publicado

18-06-2026

Como Citar

DIMENSTEIN, M., RONZANI, T. M., MACEDO, J. P. S., LEITE, J. F., PAULON, S. M., CONCEIÇÃO, M. I. G., & LIBERATO, M. T. C. (2026). Competência cultural em saúde: estudo com profissionais de quatro regiões do Brasil. Revista Da Sociedade Brasileira De Psicologia Hospitalar, 29, e022. https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.2026.v29.919

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