Competência cultural em saúde
estudo com profissionais de quatro regiões do Brasil
DOI:
https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.2026.v29.919Palavras-chave:
Competência Cultural, Diversidade Cultural, Processo de Trabalho em Saúde, Educação em SaúdeResumo
Objetivou-se analisar a associação entre competência cultural e características sociodemográficas entre profissionais de saúde no Brasil. Trata-se de um estudo exploratório e correlacional, em amostra de conveniência não-probabilística de quatro regiões do país. Foram selecionados 213 participantes, predominantemente mulheres (73,7%), com média de idade de 37,9 anos (DP=10,4) e média de tempo de atuação de 11.2 anos (DP=9,2), de seis Unidades da Federação (Ceará, Distrito Federal, Minas Gerais, Piauí, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul) e com os/as quais foram aplicados dois instrumentos: questionário sociodemográfico e escala EMCC14-BR. Para se estabelecer a associação de variáveis, foram realizadas análises bivariadas (Qui-Quadrado, Teste t, ANOVA) e posteriormente Análise de Regressão Logística. No modelo de associação final, encontrou-se que a formação universitária (OR=2,15; IC=1,16–2,15) e na área de Humanas e Sociais (OR=3,08; IC=1,41-6,72) estão relacionadas a maior competência cultural. Assim, os achados indicam a importância da formação voltada para os/as profissionais como parte das estratégias de educação permanente em saúde, possibilitando práticas de cuidado culturalmente sensíveis. Tendo em vista as limitações da amostragem por conveniência, recomenda-se que futuras pesquisas explorem, com amostras probabilísticas e recortes regionais mais equilibrados, os determinantes contextuais da competência cultural, ampliando a compreensão das desigualdades no cuidado em saúde no Brasil.
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