O hospital nas trajetórias terapêuticas de pessoas que fazem uso de álcool e outras drogas

Autores

  • Bárbara Belfort Resende FONSECA Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais – FHEMIG, Hospital João XXIII. Belo Horizonte, MG https://orcid.org/0009-0002-3036-3606
  • Luciana Almeida SANTOS Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais – FHEMIG, Hospital João XXIII. Belo Horizonte, MG https://orcid.org/0000-0003-4151-2785

DOI:

https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.2026.v29.941

Palavras-chave:

Transtornos Relacionados ao Uso de Substâncias, Serviços de Saúde, Terapêutica

Resumo

O tratamento de pessoas que fazem uso prejudicial de álcool e outras drogas ainda representa um desafio para a saúde pública. Este estudo teve como objetivo investigar as trajetórias terapêuticas de pacientes admitidos em um hospital público de urgência e emergência em decorrência de condições de saúde associadas ao uso excessivo dessas substâncias. A pesquisa surgiu do interesse em compreender as experiências desses indivíduos com os cuidados ambulatoriais e hospitalares, bem como a forma como as práticas de tratamento e os vínculos estabelecidos influenciam suas trajetórias e percepções sobre o uso de álcool e outras drogas. Realizou-se uma análise de conteúdo de entrevistas com quatro pacientes admitidos no hospital devido ao uso prejudicial dessas substâncias. As categorias de análise selecionadas foram: o tratamento ofertado na rede de saúde e os fatores de prevenção ao uso prejudicial de álcool e outras drogas; os dificultadores e facilitadores no processo de tratamento; e as trajetórias terapêuticas desses pacientes. Os resultados indicaram que, em geral, os pacientes entrevistados relataram experiências positivas com os serviços de saúde e com os profissionais envolvidos no cuidado. Eles apontaram o fácil acesso à droga, a dificuldade em controlar o desejo de uso e a vulnerabilidade social como principais dificultadores no processo de tratamento. Como fatores facilitadores, destacaram-se o tratamento medicamentoso para controle dos sintomas de abstinência, o acompanhamento psicológico, a rede de apoio existente nos serviços de saúde, a religião e o suporte familiar. O estudo ressalta a importância dos vínculos afetivos como fator de proteção e enfatiza a necessidade de novas pesquisas que promovam a escuta ativa desses usuários, a fim de aprimorar as políticas públicas com base em suas necessidades.

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Publicado

15-10-2026

Como Citar

FONSECA, B. B. R., & SANTOS, L. A. (2026). O hospital nas trajetórias terapêuticas de pessoas que fazem uso de álcool e outras drogas. Revista Da Sociedade Brasileira De Psicologia Hospitalar, 29, e035. https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.2026.v29.941

Edição

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