A vivência do luto de psicólogos dentro das instituições

Autores

  • Maria Carolina Rissoni Andery Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
  • Sara Cianelli dos Anjos Bittencourt Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
  • Claudia Marques Comaru Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
  • Regina Maria Paschoalucci Liberato Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
  • Thais de Cássia Peixoto Maldonado Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
  • Wedney Moreira Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
  • Maria Helena Pereira Franco Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.23.97

Palavras-chave:

psicólogos, luto, identidade profissional, stress ocupacional, instituições

Resumo

Refletimos neste artigo sobre a atuação do psicólogo em instituições, considerando os desafios deste trabalho e a saúde emocional do profissional neste contexto. Discutiu- se sobre a formação, o papel do psicólogo dentro de equipes multiprofissionais, a natureza do trabalho, a identidade profissional e a dinâmica institucional como grandes desafios para sua atuação.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Maria Carolina Rissoni Andery, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Doutoranda dos Estudos Pós-Graduados em Psicologia Clínica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Laboratório de Estudos e Intervenção sobre o Luto– LELu, psicóloga Clínica. – Bolsista Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq.

Sara Cianelli dos Anjos Bittencourt, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Mestre em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Laboratório de Estudos e Intervenção sobre o Luto– LELu, psicóloga Clínica.

Claudia Marques Comaru, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Doutoranda dos Estudos Pós-Graduados em Psicologia Clínica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Laboratório de Estudos e Intervenção sobre o Luto– LELu, psicóloga Clínica. – Bolsista Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq.

Regina Maria Paschoalucci Liberato, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Mestre em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Laboratório de Estudos e Intervenção sobre o Luto– LELu, psicóloga Clínica.

Thais de Cássia Peixoto Maldonado, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Mestre em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Laboratório de Estudos e Intervenção sobre o Luto– LELu, psicóloga hospitalar.

Wedney Moreira, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Mestre em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, administrador de empresas.

Maria Helena Pereira Franco, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Professora Titular da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, no Programa de Estudos Pós-graduados em Psicologia Clínica, Fundadora e coordenadora do Laboratório de Estudos e Intervenções sobre o Luto – LELu.

Referências

Andery, M. C. R. (2012). Emancipação e submissão por meio da religião? Histórias de vida no presídio da Polícia Militar “Romão Gomes”. Dissertação de mestrado, Programa de Estudos Pós-graduados em Psicologia Clínica, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, SP.

Bastos, A. V. B. & Gondim, S. M. G. (2010) Prefácio In: A. V. B. Bastos & S. M. G. Gondim (Orgs) O trabalho do psicólogo no Brasil: um exame à luz das categorias da psicologia organizacional e do trabalho (pp. 13-16). Porto Alegre: Artmed.

Bastos, A., V. B. Gondim, S. M. G. & Rodrigues, A. C. de A. (2010). Uma categoria profissional em expansão: quantos somos e onde estamos? In: A. V. B. Bastos & S. M. G. Gondim (Orgs) O trabalho do psicólogo no Brasil: um exame à luz das categorias da psicologia organizacional e do trabalho. (pp. 34-44), Porto Alegre: Artmed.

Bastos, R. A., Quintana, A. M. & Carnevale, F. (2018). Angústias psicológicas vivenciadas por enfermeiros no trabalho com pacientes em processo de morte: Estudo clínico-qualitativo. Trends Psychol., 26 (2), 795-805. https://doi.org/10.9788/tp2018.2-10pt. DOI: https://doi.org/10.9788/TP2018.2-10Pt

Bowlby, J. (1985). Attachment and Loss: Loss, sadness, and depression. New York: Basic Books.

Ciampa, A. da C. (2009). A estória do Severino e a história da Severina – Um ensaio de Psicologia Social. São Paulo: Brasiliense.

Ferreira, R. A., Lira, N. P. M., Siqueira, A. L .N., & Queiroz, E. (2013). Percepções de psicólogos da saúde em relação aos conhecimento, às habilidades e às atitudesdiante da morte. Revista Psicologia: Teoria e Prática, 15 (1), 65-75. Recuperado em 11 mar. 2019, de PePsic: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-36872013000100005

Foucault, M. (2006). A hermenêutica do sujeito: curso dado no Collège de France (1981-1982). (M. A. da Fonseca, S. T. Muchail, trads). São Paulo: Martins Fontes.

Franco, M. H. P., Prizanteli, C. C., Polido, K. K., Santos, S. R. B, & Toledo, A. L. (2015). A saúde emocional do psicólogo que atua em situações de emergência. In: M. H. P. Franco (Org) A intervenção psicológica em emergência: fundamentos para a prática (pp. 147-188), São Paulo: Summus.

Freud, S. (1996). Deve a psicanálise ser ensinada na universidade? In: S. Freud. Edição Standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago. (Trabalho original publicado em 1919).

Goffman, E. (2008). Estigma: notas sobre a manipulação da identidade deteriorada. Rio de Janeiro: LTC.

Habermas, J. (1983). Para reconstrução do materialismo histórico. São Paulo: Brasiliense.

Heidgger, M. (2006) Ser e Tempo. São Paulo, SP: Editora Vozes.

Kaës, R. (1991). A instituição e as instituições. São Paulo: Casa do Psicólogo.

Koga, G. K. C., Melanda, F. N., Santos, H. G., Sant`Anna, F. L., González, A. D., Mesas, A. E., & Andrade, S. M. de. (2015). Fatores associados a piores níveis na escala de burnout em professores da educação básica. Cadernos Saúde Coletiva, 23 (3), 268-275. https://doi.org/10.1590/1414-462X201500030121. DOI: https://doi.org/10.1590/1414-462X201500030121

Kovács, M. J. (2012). Educação para morte: desafio na formação de profissionais de saúde e educação. São Paulo: Casa do Psicólogo, FAPESP.

Krawulski, E. (2004). Construção da identidade profissional do psicólogo: Vivendo as “metamorfoses do caminho” no exercício cotidiano do trabalho. Tese de Doutorado em Engenharia de Produção, Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção,Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC.

Liberato, R. P., & Carvalho, V. A. (2008) Estresse e síndrome de burnout em equipes que cuidam de pacientes com câncer: cuidando do cuidador profissional. In: V.A. de Carvalho, M. H. P. Franco, M. J. Kovács, R. P. Liberato, R. C. Macieira, M. T. Veit, M. J. B. Gomes, & L. H. de C. Barros (Orgs.) Temas em Psico-Oncologia (pp. 556-564). São Paulo: Summus.

Liberato, R. P. (2009). O cuidado como essência humana In: M.T.Veit (Org.) Transdisciplinaridade em oncologia: caminhos para um atendimento integrado. (pp. 272-73). São Paulo: HR.

Limongi, A. C. F., & Rodrigues, A. L. (2002). Stress e trabalho: uma abordagem psicossomática. São Paulo: Atlas.

Lunardi, V. L., Filho, W. D. L., Silveira R. S. da, Soares, N. V., & Lipinski, J. M. (2004). O cuidado de si como condição para o cuidado dos outros na prática de saúde. Revista Latino Americana de Enfermagem,12(6),933-939. https://doi.org/10.1590/S0104-11692004000600013. DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-11692004000600013

Maciel, M. G. S. (2008) Definições e princípios. In: Cremesp: Cuidados Paliativos (pp. 15-33) São Paulo: Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo Magalhães, M. V., & Melo, S. C. A. (2015). Morte e luto: o sofrimento do profissional da saúde. Revista Psicologia e Saúde em Debate. 1(1), 65-77, Recuperado em 11 mar. 2019, de Psico Debate: http://psicodebate.dpgpsifpm.com.br/index.php/periodico/article/view/7

Maslach, C. (1993). Burnout: A multidimensional perspective. In: W. B. Schaufeli, C. Maslach, & T.Marek (Orgs.) Professional burnout: recent developments in theory and research (pp.19-32), Washington: Taylor & Francis. DOI: https://doi.org/10.4324/9781315227979-3

Maslach, C., & Jackson, S. (1986). Maslach Burnout Inventory Manual. Palo Alto: Consulting Psychological Press.Mazer, S. M., & Melo-Silva, L. L. (2010). Identidade profissional do psicólogo: uma revisão da produção científica no Brasil. Revista Psicologia: Ciência e Profissão. 30(2), 276-295. https://doi.org/10.1590/S1414-98932010000200005. DOI: https://doi.org/10.1590/S1414-98932010000200005

Murofuse, N., Abranches, S., & Napoleão, A. (2005). Reflexões sobre estresse e burnout e a relação com a enfermagem. Revista Latino-Americana de Enfermagem. 13(2), 255-261.https://doi.org/10.1590/S0104-11692005000200019 DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-11692005000200019

Oliveira, I. F., Amorim, K. M. de O., Paiva, R. dos A., Oliveira, K. S. A. de, Nascimento, M. N. C. Do., & Araújo, R. L. (2017). The role of psychologist in NASF: challenges and perspectives in primary health care. Temas em Psicologia, 25(1), 291-304. http://dx.doi.org/10.9788/TP2017.1-17Pt. DOI: https://doi.org/10.9788/TP2017.1-17Pt

Parkes, C. M. (1998). Luto: estudos sobre a perda na vida adulta. (M. H. P. F. Bromberg, trad.).São Paulo: Summus.

Poletto, N. A., Probst, L. F., de Oliveira, T.L., Guerra, L.M., Ambrosano, G.M.B., Cortellazzi, K.L., Gil-Monte, P.R., & Possobon, R.F. (2016). Síndrome de burnout em gestores municipais da saúde. Caderno Saúde Coletiva. 24(2), 209-215. https://doi.org/10.1590/1414-462X201600020005 DOI: https://doi.org/10.1590/1414-462X201600020005

Remen, R. N. (1993). O paciente como ser humano. São Paulo, SP: Summus.

Ritter, R. S., Stumm, E. M. F. & Kircher, R. M. (2009). Análise de burnout em profissionais de uma unidade de emergência de um hospital geral. Revista Eletrônica de Enfermagem. 11(2), 236-48. https://doi.org/10.5216/ree.v11.46934 DOI: https://doi.org/10.5216/ree.v11.46934

Rodríguez, S. Y. S. & Carlotton M. S. (2014). Prevalência e fatores associados à síndrome de burnout em psicólogos. Revista Ciencia & Trabajo. 16(51), 170-176. http://dx.doi.org/10.4067/S0718-24492014000300008. DOI: https://doi.org/10.4067/S0718-24492014000300008

Rouchy, J. C., & Desroche, M. S. (2005). Instituição e mudança: processo psíquico e organização. São Paulo, SP: Casa do Psicólogo.

Silveira, S. L. M., Camara, S. G., & Amazarray, M. R. (2014). Preditores da síndrome de burnout em profissionais da saúde na atenção básica de Porto Alegre/RS. Caderno Saúde Coletiva,22(4), 386-392. https://doi.org/10.1590/1414-462X201400040012 DOI: https://doi.org/10.1590/1414-462X201400040012

Worden, J. W. (1998). Terapia do Luto: manual para o profissional de saúde mental. Porto Alegre, RS: Artes Médicas.

Downloads

Publicado

07-01-2020

Como Citar

Andery, M. C. R., Bittencourt, S. C. dos A., Comaru, C. M., Liberato, R. M. P., Maldonado, T. de C. P., Moreira, W., & Franco, M. H. P. (2020). A vivência do luto de psicólogos dentro das instituições. Revista Da Sociedade Brasileira De Psicologia Hospitalar, 23(1), 25–34. https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.23.97

Edição

Seção

Pesquisa original