Entre la asistencia y la escucha
la posición del sujeto en el equipo de salud durante la pandemia
DOI:
https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.2026.v29.756Palabras clave:
Muerte, Aflicción, Instituciones de SaludResumen
El artículo presenta una reflexión teórica derivada de una investigación realizada junto al equipo de enfermería que actúa en la Unidad de Terapia Intensiva de un hospital público del Nordeste de Brasil, en el contexto de la pandemia de la Covid-19. La propuesta fue estructurada desde el lugar del equipo de salud, en interlocución con el psicoanálisis, articulando experiencias de profesionales que actúan desde posiciones distintas, entre la práctica de la enfermería y la práctica analítica. El desplazamiento de una actuación centrada en la asistencia hospitalaria a los pacientes hacia la oferta de escucha a los propios profesionales se sostuvo en la relevancia, durante la pandemia, del acogimiento de la angustia manifestada en estos trabajadores. Frente al impacto de la pandemia y a sus efectos en las prácticas de salud, los profesionales debieron adaptarse a los protocolos de bioseguridad, enfrentar el sufrimiento de pacientes y familias ante un virus desconocido y dar un destino a la angustia suscitada por la proximidad de la muerte. Partimos de la apuesta de que la construcción de un espacio de palabra podría ofrecer mayores posibilidades de sostén del trabajo del equipo de salud, orientando la reflexión en torno de la muerte y el duelo en la pandemia de la Covid-19, la relación entre la Covid-19, la muerte y el equipo de enfermería, así como los discursos que atraviesan al equipo de salud y aquello que escapa a la objetividad científica. Observamos que el cambio de posición derivado de la construcción de espacios de escucha no implica únicamente a los usuarios de los servicios de salud, sino también al equipo de enfermería, en la medida en que sus efectos incluyen la suspensión de las exigencias de garantía de saber y de resolución sin fallas que recaen sobre los profesionales de la salud.
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