Revisão do protocolo de atendimento psicológico em unidade neonatal de alta complexidade
DOI:
https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.2025.v28.Esp_1.898Palabras clave:
Psicologia hospitalar, Neonatologia, Saúde mental, Interdisciplinaridade, Intervenção psicológicaResumen
A internação de um recém-nascido em Unidades Neonatais (UN) pode gerar sofrimento psíquico significativo, sentimentos de impotência, ansiedade e risco aumentado para transtornos mentais comuns. A Psicologia Hospitalar atua no acolhimento e manejo dessas vivências, promovendo suporte emocional e fortalecendo o vínculo pais-bebê. Contudo, intervenções psicológicas em UN ainda enfrentam desafios como demanda elevada, tempo de internação e a complexidade das interações com a equipe multiprofissional. Apresentar a implementação da ampliação das estratégias de cuidado psicológico às mães de recém-nascidos internados nas UN de um Centro de Referência, destacando os impactos observados após a reestruturação das ações da Equipe de Psicologia. Relato de experiência baseado em observações sistemáticas da implementação de novas estratégias de cuidado em hospital de alta complexidade especializado em saúde da mulher e do recém-nascido. As estratégias visam ampliar o acesso e qualificar os atendimentos psicológicos a partir da criação de fluxos para identificação de demandas prioritárias, ampliação das modalidades de atendimento (individual, familiar, grupo de pais, visita de irmãos e roda de conversa com atividades manuais), e inserção da Psicologia na passagem de plantão da equipe multiprofissional da UN. A reestruturação das ações rastreou fatores de risco e otimizou o cuidado psicológico oferecido. Observou-se maior contato e vínculo das mães com a equipe de Psicologia, além da melhor comunicação com a equipe multiprofissional. A participação nas passagens de plantão contribuiu para a compreensão integral dos pacientes e suas famílias, possibilitando abordagens mais rápidas e contextualizadas, além de fortalecer a interprofissionalidade. A ampliação das modalidades em UN demonstrou potencial para otimizar os atendimentos psicológicos e aumento da oferta; a interdisciplinaridade nas discussões de caso favoreceram a humanização do cuidado. O trabalho evidenciou a importância da flexibilização das modalidades de atendimento e da presença ativa da Psicologia nos espaços multiprofissionais.
Descargas
Citas
Afonso, M. L. M. & Abade, F. L. (2008). Para reinventar as Rodas. Belo Horizonte: Rede de Cidadania Mateus Afonso Medeiros.
Aires, J. F., Tallamini, E. C. Z., & Fraporti, J. D. (2022). “Amor Diário”: um recurso terapêutico no contexto da prematuridade e na construção da parentalidade. Revista da SBPH, 25(2), 108-122. https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.v25.486.
Albaracin G.C. (2022). Estudo de desempenho do self reporting questionnaire (SRQ20) para rastreamento e identificação de elementos associados a transtornos mentais comuns e comportamento suicida em gestantes [Dissertação de mestrado, Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas]. Repositório Institucional. https://www.repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/1500283.
Albaracin, G. C., Azevedo, R. C. S., Santos, L. P., Santos, M. G. G., Teixeira, A. L., Rubio, A. V., & Alves, A. C. (2024). Ambulatório de saúde mental na gestação: relato de experiência. SIMTEC – Simpósio dos Profissionais da UNICAMP, (9.Eixo 4), e0240342. https://doi.org/10.20396/simtec.n9.11629.
Baltazar, D. V. S., Gomes, R. F. S., & Cardoso, T. B. D. (2010). Atuação do psicólogo em unidade neonatal: Construindo rotinas e protocolos para uma prática humanizada. Revista da SBPH, 13(1), 2-18. https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.13.449.
Baptista, M. N., Dias, R. R., & Baptista, A. S. D. (2018). Psicologia hospitalar: teoria, aplicações e casos clínicos (3a ed.) Guanabara Koogan.
Botega, N. J., Souza, J. L., & Botega, M. B. S. (2012). Cuidados paliativos. In N. Botega. (Org.), Prática psiquiátrica no hospital geral (3a ed., pp. 251-262). Artmed.
Brasil. (1990). Lei n. 8.080, de 19 de setembro de 1990: Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. Recuperado em 16 de setembro de 2025, de https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8080.htm.
Carnielli, F. I. (2014). A capacidade de depressão normal entre mães de bebês em UTI neonatal: uma perspectiva winnicottiana [Dissertação de mestrado, Instituto de Psicologia, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo]. Repositório Institucional. https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/15361.
Carvalho, M. N. P., & Gutierrez, D. M. D. (2024). Da dor ao acolhimento: experiências com grupos de mães na unidade neonatal. Revista Brasileira em Promoção da Saúde, 37, 1–7. https://doi.org/10.5020/18061230.2024.14789.
Cerqueira, L. O. L., & Barros, C. V. (2020). As significações de maternidade para adolescentes mães de prematuro. Revista da SBPH, 23(2), 88-101. https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.23.120.
Conselho Federal de Psicologia (BR). (2020). Resolução n. 4, de 26 de março de 2020. Dispõe sobre regulamentação de serviços psicológicos prestados por meio de Tecnologia da Informação e da Comunicação durante a pandemia do covid-19. Recuperado em 17 de setembro de 2025, de https://atosoficiais.com.br/cfp/resolucao-do-exercicio-profissional-n-4-2020-dispoe-sobre-regulamentacao-de-servicos-psicologicos-prestados-por-meio-de-tecnologia-da-informacao-e-da-comunicacao-durante-a-pandemia-do-covid-19. (Revogada pela Resolução do Exercício Profissional nº 9/2024).
Conselho Federal de Psicologia. (2019). Referências técnicas para atuação de psicólogas(os) nos serviços hospitalares do SUS. Recuperado em 16 de setembro de 2025, dehttps://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2019/11/ServHosp_web1.pdf.
Costa, J. B., Silva, F. S., & Silveira, C. A. B. (2018). As práticas grupais e a atuação do psicólogo: intervenções em grupo no estágio de processos grupais. Vínculo, Revista do NESME, 15(2), 57-81. https://doi.org/75d323ad165443c59fb-33b3.
Costa, J. P., Jorge, M. S. B., Vasconcelos, M. G. F., Paula, M. L., & Bezerra, I. C. (2014). Resolubilidade do cuidado na atenção primária: articulação multiprofissional e rede de serviços. Saúde em debate, 38(103), 733-743. https://doi.org/10.5935/0103-1104.20140067.
Costa, R., Klock, P., & Locks, M. O. H. (2012). Acolhimento na unidade neonatal: percepção da equipe de enfermagem. Revista Enfermagem UERJ, 20(3), 355-360. Recuperado em 16 de setembro de 2025 de https://www.e-publicacoes.uerj.br/enfermagemuerj/article/view/2382.
Domingues, S. M., & Melo, E. P. (2023). Atuação da psicologia em unidade neonatal no contexto da pandemia da covid-19. Psicologia: Ciência e Profissão, 43, e255195. https://doi.org/10.1590/1982-3703003255195.
Easter A., Howard L. M., & Sandall J. (2017). Mental health near miss indicators in maternity care: a missed opportunity? A commentary. BJOG, 125(6),649–651. https://doi.org/10.1111/1471-0528.14805.
Fundação Oswaldo Cruz. (2017). Acolhimento e suporte à família na unidade neonatal. Recuperado em 16 de setembro, de 2025 de https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/22850.
Gardenal, I. (2018). Hospital da Mulher - Caism é referência nacional em Método Canguru. Unicamp. Recuperado em 16 de setembro de 2025, de https://unicamp.br/unicamp/noticias/2018/11/28/hospital-da-mulher-caism-e-referencia-nacional-em-metodo-canguru/.
Gusmão, R. O. M., Araújo, D. D., Maciel, A. P. F., Soares, J. B. A., Soares, J. B. A., & da Silva Junior, R. F. (2021). Sentimentos e emoções de mães de prematuros de uma unidade de terapia intensiva neonatal. Revista de Enfermagem do Centro-Oeste Mineiro, 11, 1-10. https://doi.org/10.19175/recom.v11i0.4183.
Hospital Universitário Ana Bezerra. (2023). Protocolo de visitas externas na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (PRT.UTIN.018, versão 01). Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Marciano, R. P., Evangelista, P. G., & Amaral, W. N. (2019). Grupo de mães em UTI neonatal: um espaço de escuta e intervenção precoce em psicanálise. Revista da SBPH, 22(2), 48-67. https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.22.206.
Martucci, T. R. M. (2018). Avaliação das dificuldades de transferência para a unidade de cuidados intermediários neonatal canguru de recém-nascidos elegíveis e o conhecimento dos profissionais de saúde neonatal sobre o método canguru [Dissertação para mestrado, Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas]. https://doi.org/10.47749/T/UNICAMP.2018.1064183.
Ministério da Saúde (BR). (2000). Portaria n. 693, de 5 de julho de 2000. Normas de orientação para a implantação do Método Canguru.).
Ministério da Saúde (BR). (2007). Portaria n. 1.683, de 12 de julho de 2007.
Ministério da Saúde (BR). (2013). Atenção humanizada ao recém-nascido de baixo peso: Método Canguru: manual técnico (2a ed., 1ª reimpr.).
Ministério da Saúde (BR). (2014). Atenção à saúde do recém-nascido: guia para os profissionais de saúde (2a ed. atual.). Recuperado em 17 de setembro de 2025, de https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/atencao_saude_recem_nascido_v1.pdf.
Ministério da Saúde (BR). (2017). Atenção humanizada ao recém-nascido: Método Canguru: manual técnico (3a ed.). Recuperado em 17 de setembro de 2025, de https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/atencao_humanizada_metodo_canguru_manual_3ed.pdf.
Mont’Alverne, S. (2024). Atividades lúdicas proporcionam bem-estar para mães internadas na unidade Canguru do HGF. Secretaria de Saúde do Ceará. Recuperado em 17 de setembro de 2025, de https://www.hgf.ce.gov.br/2024/05/07/maes-ucinca.
Montagner, C. D., Arenales, N. G., & Rodrigues, O. M. P. R. (2022). Mães de bebês em UTIN: rede de apoio e estratégias de enfrentamento. Fractal: Revista de Psicologia, 34, e28423. https://doi.org/10.22409/1984-0292/2022/v34/28423.
Montanhaur, C. D., Rodrigues, O. M. P. R., & Arenales, N. G. (2021). Saúde emocional materna e tempo de internação de neonatos. Aletheia, 54(1), 53-62. https://doi.org/10.29327/226091.54.1-6.
Monteiro, F. P., Rios, M. I. M., & Shimo, A. K. K. (2014). A participação paterna em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal. Revista de Ciências Médicas, 23(3), 145–151. https://doi.org/10.24220/2318-0897v23n3a2825.
Morsch, D. S., & Braga, N. A. (2003). Os irmãos do bebê. In M. E. L. Moreira, N. A. Braga, & D. S. Morsch (Orgs.), Quando a vida começa diferente: o bebê e sua família na UTI neonatal (pp. 97–106). Editora Fiocruz. https://doi.org/10.7476/9788575413579.
Morsch, D. S., & Delamonica, J. (2005). Análise das repercussões do programa de acolhimento aos irmãos de bebês internados em UTI Neonatal: "Lembraram-se de mim!". Ciência e Saúde Coletiva, 10(3), 677–687. https://doi.org/10.1590/S1413-81232005000300024.
Moura, C. M., Tavares, L. S. L., Vale, R. C. R., Frazão, V. J. G. R. C., & Ramos, H. M. N. (2022). Escuta e acolhimento às mães de bebês de uma unidade neonatal: relato de experiência. Gep News, 6(3), 284-290. Recuperado em 17 de setembro de 2025, de https://www.seer.ufal.br/index.php/gepnews/article/view/14750.
Osório, L. C. (2003). Psicologia grupal: uma nova disciplina para o advento de uma era. Artmed.
Pedrotti, B. G., & Frizzo, G. B. (2019). Influência da chegada do bebê na relação conjugal no contexto de depressão pós-parto: perspectiva materna. Pensando Famílias, 23(1), 73-88. Recuperado em 17 de setembro de 2025, de https://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-494X2019000100007&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt.
Reis, T. S., Guimarães, C. F. B., Silva, E. A., Bezerra, J. T., & Lessa, L. O. (2021). Roda de Conversa com mulheres no contexto hospitalar: espaço de cuidado e promoção de saúde. Gep news, 5(1), p. 235-241. Recuperado em 17 de setembro de 2025, de https://www.seer.ufal.br/index.php/gepnews/article/view/12905
Rodrigues, B. M. S., Melo, E. P., & Nascimento, I. R. C. (2025). Fortalecendo laços em tempos difíceis: repercussões da UTI neonatal no vínculo mãe-bebê. Revista da SBPH, 28, e009. https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.2025.v28.710.
Rodrigues, L., Lima, D. D., Jesus, J. V. F., Lavorato Neto, G.,Turato, E. G., & Campos, C. J. G. (2020). Experiências de luto das mães frente à perda do filho neonato. Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil, 20(1), 73-80. https://doi.org/10.1590/1806-93042020000100005.
Ruas, T. C. B., Gagliardo, H. G. R. G., Françozo, M. F. C., Mello, B. B. A., & Albuquerque, R. C. (2020). Caderninho de histórias para colorir e brincar. Raquel Costa Albuquerque.
Rubio, A. V., LSouza, J. L., Perina, E. M., Carvalho, F. L., Petreca, P. P. C., Freston, Y. B., & Sanches, C. F. M. (2016). O grupo de pais enlutados como proposta de cuidado ao luto familiar. Sínteses: Revista: Revista Eletrônica SIMTEC, 6(2), 156. http://doi.org/10.20396/sinteses.v0i6.8357.
Sampaio, J., Santos, G. C., Agostini, M., & Salvador, A. S. (2014). Limites e potencialidades das rodas de conversa no cuidado em saúde: uma experiência com jovens no sertão pernambucano. Interface: Comunicação, Saúde, Educação, 18(Suppl 2), 1299-1312. https://doi.org/10.1590/1807-57622013.0264.
Santos, A. C. M., & Dittz, E. S. (2025). Participação e autoconfiança materna no cuidado ao recém-nascido prematuro extremo. Revista da SBPH, 28, e014. https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.2025.v28.594.
Santos, A. P., & Sapucaia, C. O. (2021). A influência do Método Canguru no tempo de internação do recém-nascido prematuro em unidades hospitalares: uma revisão integrativa. Revista Pesquisa em Fisioterapia, 11(1), 252-272. https://doi.org/10.17267/2238-2704rpf.v11i1.3399.
Schuartz, A. S., & Vieira, A. M. D. P. (2025). Serviço social e psicologia social em transformação: a crítica como marco profissional. Serviço Social e Sociedade, 148(1), e–6628473. https://doi.org/10.1590/0101-6628.473.
Setúbal, M. S. V. (2009). Relato da história da inserção e evolução do atendimento psicológico a bebês e suas famílias em uma unidade de neonatologia. Revista Paulista de Pediatria, 27(3), 340–344. https://doi.org/10.1590/S0103-05822009000300017.
Setúbal, M. S. V. (2009). Relato da história da inserção e evolução do atendimento psicológico a bebês e suas famílias em uma unidade de neonatologia. Revista Paulista de Pediatria, 27(3), 340-344. https://doi.org/10.1590/S0103-05822009000300017.
Silva, A. N., Assis, C. L., Silva, L. G., Rodrigues, M. F. A., Souza, J. L. G., Masieiro, R. R., & Silva, M. R. (2012). Psicologia hospitalar: reflexões a partir de uma experiência de estágio supervisionado junto ao setor obstétrico-pediátrico de um hospital público do interior de Rondônia. Revista SBPH, 15(1), 41–58. https://doi.org/10.57167/Rev-SBPH.15.370.
Simonetti, A. (2004). Manual de psicologia hospitalar: o mapa da doença. Casa do Psicólogo.
Smeha, L. N., & Lima, L. G. (2019). A experiência da maternidade diante da internação do bebê em UTI: uma montanha russa de sentimentos. Psicologia em Estudo, 24, e38179. https://doi.org/10.4025/psicolestud.v24i0.38179.
Souza, A. M. V. & Pegoraro, R. F. (2017). O psicólogo na UTI neonatal: revisão integrativa de literatura. Saúde e Transformação Social, 8(1), 117–128. Recuperado em 17 de setembro de 2025, de https://incubadora.periodicos.ufsc.br/index.php/saudeetransformacao/article/view/3688.
Tanaka, O. H. L., Carvalho, M. C. R., Genghini, M. H. R. R., Daolio, B. R., Alves, A. C., & Rossi, D. (2024). Alta hospitalar segura e integralidade em saúde: desafios do serviço social da área obstétrica do CAISM. SIMTEC – Simpósio dos Profissionais da UNICAMP, 9(4), 24-44.
Zimerman, D. E. (1993). Fundamentos básicos das grupoterapias. Artes Médicas.
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2025 Revista da Sociedade Brasileira de Psicologia Hospitalar

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
La publicación adopta la licencia CreativeCommons “Atribuição 4.0 Internacional" – CC BY, que permite "copiar y redistribuir el material en cualquier soporte o formato y mezclar, transformar y crear a partir de este material, para cualquier fin, inclusive comercial." Todavía de acuerdo con la licencia CC BY, los autores deben "atribuir el debido crédito, proveer un link para la licencia e indicar si fueron hechas alteraciones". Esas alteraciones deben ser indicadas sin sugerir que la Revista da SBPH apoya su uso. Más informaciones sobre la licencia en: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.es






